O BRASIL perdeu, ontem, uma lenda: DORINA NOWILL. Primeira mulher cega a frequentar um curso normal no BRASIL, DORINA dirigia desde 1951 a fundação para os cegos. Um exemplo de vida em todos os sentidos.
Não existe hora certa para morrer, mas seguramente, esta não era a hora de DORINA partir. No exato momento que uma equivocada euforia cega milhões de brasileiros, e poucas semanas depois da partida de JOSÉ SARAMAGO e seu ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA. Uma fábula que se repete, neste momento, em nosso país.
“Por que foi que cegamos. Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão. Queres que te diga o que penso. Diz. Penso que não cegamos, penso que estamos cegos. Cegos que veem. Cegos que, vendo, não veem”.

Essa é a mesma cegueira daqueles que apenas fingem ver e não enxergam ao redor de si mesmos. E, para reforçar essa cegueira, apresente resultados de pesquisas obtidas em nichos pré escolhidos proporcionalmente ao resultados que se espera obter. Manipule esses numeros para que aparente uma realidade nacional e divulgue como verdade. Como se pode ver…. há muitos tipos de cegueiras…
Gostaria de indicar esta matéria da HCTV sobre a Dorina:
http://hctv.com.br/noticia-dorina-nowill
infelizmente dona dorina nowill nos deixou. pessoas como ela e dona zilda
arns – apenas para lembrar de duas – deveriam ficar conosco, pois a bondade e a vida delas foram exemplos magnificos de amor pelo ser humano.
e nós, povo brasileiro, além de estarmos cegos nesta situação de desmandos, ficamos tristes, muito tristes.
ninguém quer a morte de ninguem, mas tinha tantos na frente delas…
A cegueira, assim como todas as outras deficiências, não estão nas pessoas, estão na alma!
No Brasil, temos diversas pessoas que realizam o mesmo trabalho em diversos setores, pena que pouco se fala e quando se fala é apenas no adeus.