E não foram desferidas por um homem, e sim, por um mulher. A historiadora MARY DEL PRIORE, 57 anos, em entrevista a CLAUDIA JORDÃO, de ISTOÉ. Preparem-se: “Não tenho vontade nenhuma de festejar o DIA INTERNCIONAL DA MULHER. O diagnóstico das revoluções femininas do século XX é ambíguo. Ele aponta para conquistas, mas também para armadilhas. No campo da aparência, da sexulidade, do trabalho, e da família houve benefícios, mas também frustrações. A tirania da perfeição física empurrou a mulher não para a busca de uma identidade, mas de uma identificação. Ela precisa se identificar com o que vê na mídia…” “A executiva não deu certo. Ela hipoteca sua vida familiar ou sacrifica seu prazer. Depressão e isolamento se combinam num coquetel regado a botox…” E no final, detonou, “As mulheres brasileiras estão adormecidas. Falta-lhes uma agenda que as arranque da apatia. O problema é que a vida está cada vez mais difícil. Trabalha-se muito, ganha-se pouco, peleja-se contra os cabelos brancos e as rugas, enfrentam-se problemas com os filhos ou com os netos. Esgrima-se contra a solidão, a depressão, as dores físicas e espirituais. A guerreira de outrora hoje vive uma luta miúda e cansativa: a da sobrevivência…”.

Querido Madia, não sei se as mulheres merecem o que estão passando, mas concordo absolutamente com tudo: pagamos muito caro pelas conquistas conseguidas, e frequentemente, me pego lutando contra o cansaço, até a depressão, nesta luta difícil pela sobrevivência, como marqueteira, empresária, mãe, mulher, filha, cidadã, professora, palestrante, madrinha, tia, amiga, ufa!!!
Mas quando olho para o meu marido, meus amigos, meu irmão, minha conclusão é de que o homem também está nesta situação… e até na armadilha da estética, do botox, do combante às rugas…eles também caíram, rssss, beijos, Pat.