DO QUE ESTAMOS RECLAMANDO?

Nas páginas amarelas de VEJA de hoje, o psicólogo JEROME KAGAN aplica uma merecida ducha de água fria em nossas angústias e reclamações sobre o que denominamos “tempos modernos”. Em nossas cabeças, e como LULA esmerou-se em repetir só que em outra direção, nunca existiu um tempo tão conturbado, difícil, cáotico, estressante, como hoje. MAIS QUE ERRADO! Leiam o que disse JEROME na abertura de sua entrevista a ANDRÉ PETRY, direto de BOSTON, ao ser perguntado se estamos vivendo a ERA DA ANSIEDADE: “A incidência hoje não é maior do que era ontem. No século XVI, a ansiedade vinha do risco de morrer antes dos 35 anos de doença infecciosa, ser assaltado na beira da estrada entre uma cidade e outra, ofender a Deus e ir para o purgatório. Hoje estamos ansiosos em relação a coisas diferentes, como status social, sucesso profissional, relação com amigos e conjugês. O que determina a frequência e a intensidade da ansiedade são os genes, e os genes não mudaram do século XVI para cá…”. Mais adiante, destrói outra crença, “A criança, para ser saudável do ponto de vista mental, tem que acreditar que um dos pais a valoriza. Pode ser o pai ou a mãe. E observe: usei o verbo valorizar, não o verbo amar. A criança precisa se sentir valorizada”. RECOMENDO A LEITURA NA ÍNTEGRA DA ENTREVISTA! Mas, não resisto e revelo uma outra afirmação. Diante da pergunta de PETRY a respeito do fato de todo o casal valorizar e registrar em vídeo o momento em que o obstreta entrega o bebê nos braços da mãe assim que nasce, JEROME fuzilou, “bobagem, isso parece bruxaria”.

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