Destilados e fermentados em geral em pânico, diante do ingresso consistente, crescente, total e irreversívell dos espumantes nos hábitos dos brasileiros. Presença quase que exclusiva nas passagens de anos durante décadas, excepcionalmente numa ou outra comemoração, agora fazem parte de todas as festas, da rotina dos finais de semana de muitas famílias, dos bares e restaurantes, como alternativa moderna e elegante às batidas de toda a ordem, e cervejas em geral. A guerra que já se travava ns cidades, neste verão transferiu-se, experimentalmente, para algumas praias do país, muito especialmente de SANTA CATARINA, numa operação agressiva e inovadora da MIOLO com o seu TERRANOVA. Face ao sucesso, e no próximo verão, guerra total. Quem sabe será o Brasil, um dia, o país dos espumantes?
Arquivo de 23 de janeiro de 2010
O VILÃO ESPUMANTE
sábado, 23 de janeiro de 2010AS MALAS DA ÉPOCA
sábado, 23 de janeiro de 2010No caderno VIDA ÚTIL de ÉPOCA deste final de semana, a matéria DE MALAS PRONTAS. Na matéria, os conselhos da revista – “antes de viajar, confira o que há de novo para acomodar sua bagagem”. E só analisa e recomenda as chamadas “malas de griffe” – De LOUIS VUITON a VICTORINOX, passando por PORSCHE DESIGN. A mais barata R$880, a mais cara, a partir de R$5.200. ÉPOCA se esqueceu de seus “heavy-users”. Privilegiou esclusivamente a minoria de seus leitores que se dispõe e pode pagar mais pelo molho do que pela comida. No final da matéria fica a pergunta, afinal, quem é o leitor de ÉPOCA?
TRANSFERÊNCIA E ABSORÇÃO
sábado, 23 de janeiro de 2010Não é suficiente a decisão de transferir. É necessário, essencial, que o receptor assimile, absorva, incorpore, corresponda, convença. Com 80% de aprovação MICHELLE BACHELER, presidente do CHILE, não conseguiu eleger seu sucessor. O novo presidente do CHILE é SEBASTIÁN PIÑERA. Com igual performance em prestígio, LULA não conseguiu transferir seu sucesso para o filme de sua vida. LULA, FILHO DO BRASIL, é um fiasco. Muito aquém das piores expectativas. De novo, a transferência não se realizou. Nos últimos 3 meses o mesmo vem acontecendo em relação a DILMA. Os admiradores de LULA não se convenceram que DILMA incorpore as supostas virtudes do presidente e sinalize ser a pessoa certa para suceder O FILHO DO BRASIL. A candidatura DILMA vive seu pior momento.
CAMINHO SEM VOLTA
sábado, 23 de janeiro de 2010Nas páginas amarelas da VEJA deste final de semana, o paleontólogo PETER WARD, autor do livro THE MEDEA HYPOTHESIS, afirma que já passamos do ponto, e não há nenhuma hipótese de qualquer retorno na tentativa de nos reconciliarmos com a natureza: “Há muita coisa louvável no ambientalismo, da ênfase na economia de combustíveis e outros recursos à idéia de que é necessário preservar certas regiões do planeta. Mas, a utopia do retorno a um mundo mais simples, mais primitivo, mais natural, aponta na direção errada, tanto por motivos práticos, quanto por motivos teóricos. Se a população fosse de 1 bilhão de pessoas, vá lá. Mas, num mundo com 6 bilhões de habitantes, não podemos abrir mão das conquistas da nossa civilização tecnológica e se quisermos cuidar de doenças e produzir alimentos em larga escala, para ficar nas necessidades mais básicas. A civilização pré-industrial dos sonhos ambientalistas resultaria, muito rapidamente, em fome global. A fome acarretaria guerras – e há poucas coisas feitas pelo homem mais devastadoras para o ambiente do que a guerra…” Eu concordo com PETER WARD por essas e muitas outras razões. Primeira e principal, a vida, como nos ensina a natureza, CAMINHA PARA FRENTE. Isso posto, não existe a menor possibilidade de retornos. Segundo, e também importante, nos deliciamos e vibramos com muito do que tínhamos no passado mas, diante das questões do quanto e do que abriríamos mão para esse retorno, provavelmente, de quase nada. Terceiro, com tudo de ruim que o progresso nos trouxe, e como sempre diz minha adorada mãe de 92 anos, e graças ao desenvolvimento tenho o privilégio de a ter viva, quando coloco na balança, me encanto com todos os desafios, perspectivas e possibilidades que nos aguardam, e não consigo encontrar mais que poucos minutos para ter saudade do passado. Por isso, por tudo, e por muito mais, o caminho não tem volta; o câmbio da vida só tem marchas para a frente, não tem marcha a ré.



