Nas páginas amarelas de VEJA, edição de hoje, o senador SERGIO GUERRA, presidente do PSDB, e em nome de seu partido, faz a seguinte afirmação: “Se ganharmos – leia-se, SERRA -, agiremos rápida e objetivamente. A forma de fazer será discutida no momento adequado… Iremos mexer na taxa de juros, no câmbio e nas metas de inflação. Essas variáveis continuarão a reger nossa economia, mas terão pesos diferentes. Nós não estamos de acordo com a taxa de juros que está aí, com o câmbio que está aí. Estamos criando empregos no exterior. Os últimos resultados da balança comercial são negativos. Precisamos estabelecer mecanismos para criar empregos no Brasil. Espero que a sociedade nos compreenda. Será necessário fazer um rigoroso ajuste nas contas públicas. Hoje o governo gasta muito – e mal. Os gastos cresceram além da capacidade fiscal do país…” . Na hipótese de vencer, o PSDB honrará os compromissos de seu presidente?

Hummm… caso eu ainda não tivesse cabelos brancos, poderia acreditar que sim.
Hoje, não acredito, até por ser de origem do próprio PSDB a política econômica seguida pelo governo do PT, leia-se Lula.
Mas, se isso efetivamente acontecer, teremos realmente algo novo, e não o “mais do mesmo”. Poderíamos então vislumbrar uma mudança de rumo na política, não só econômica.
Eleição não rima com ladainha, mas bem que podia. É assustador como político brasileiro não cumpre o que promete.
Sou potencial eleitor do Serra, caso saia candidato a Presidente na próxima eleição.
Mas quanto as afirmações do Senador Sergio Guerra tenho minhas dúvidas; pois durante o segundo mandato de FHC os juros tiveram na estratosfera; o dólar chegou a um patamar inacreditável; as contas públicas mostraram desajustadas e o índice de desemprego bateu recorde nunca visto.
Acredito no Serra e no seu potencial administrativo, mas bom seria que calasse as promessas do Presidente do seu partido até que as coisas realmente acontecessem; pois os brasileiros não aguentam mais promessas.