Em matéria do ESTADÃO de hoje o fracasso retumbante da TIMEMANIA, a loteria que nasceu para ajudar, em primeiro lugar, os clubes de futebol a saldarem suas dívidas descomunais com a União – Previdência Social, Imposto de Renda e débitos com a Fazenda Nacional; e depois, injetar recursos adicionais nos cofres dos clubes pessimamente administrados. Do inicialmente previsto, alcançou-se alguma coisa próxima dos 20%! Sem entrar no mérito de criar-se loterias para ajudar clubes que, em meu entendimento, é uma excrescência, estava mais que na cara que não ia dar certo. Brasileiro gosta de BOLÃO, e não tem nenhum apreço pela entediante TIMEMANIA. Ou seja, por que não fizeram uma BOLÃOMANIA ao invés de uma TIMEMANIA? Como historicamente sempre se fez nas casas, famílias, empresas. Um número x de jogos, todos apostando no placar final, leva quem fizer mais pontos? Ainda está em tempo de salvar a iniciativa, mesmo, reiterando, ser totalmente contrário a ajudar dirigentes incompetentes. E, com raríssimas exceções, desonestos.

Madia,
Sabe-se que o preço oferecido ao ganhador gira em torno de 1/3 do arrecadado, ou seja, 2/3 ficam com o governo.
Considerando todos os jogos existentes: mega-sena, quina, dupla-sena, instantânea, lotogol, timemania, lotomania, federal, loteca, lotofácil, o governo deve arrecadar algo em torno de 80 a 100 milhões por mês. Totalizando quase 1 bilhão anual.
Se todo esse dinheiro fosse investido em educação, o Brasil seria um outro país.