Arquivo de 6 de janeiro de 2010

KASSAB SE IRRITA COM IMITADORES

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Ontem, depois de culpar a água pelas enchentes -”O que aconteceu ontem foi chuva, foi água” (?!) – KASSAB soltou os cachorros em cima dos empreiteiros da limpeza da cidade: “Vamos ser implacáveis com as empreiteiras de limpeza urbana, porque eu não aguento mais empreiteira de limpeza urbana fazer seu lobby, procurando mostrar para a cidade que precisa de mais recurso”. Igualzinho a você, KASSAB. Que tenta nos convencer que a facada absurda, cruel, e injustificável que acaba de dar em todos os cidadãos da cidade, devidamente configurada nos carnês do IPTU que começam a chegar na segunda quinzena deste mês de janeiro, era necessária. Talvez até mesmo seja pela sua incompetência na gestão das contas públicas. Gastou demais e errado, e agora patrocina o assalto. Ou seja, KASSAB, as empreiteiras apenas estão se espelhando em você.

A BEATA ERUNDINA

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO talvez seja, hoje, o melhor criador de personagens que tipificam nosso tempo e nosso país. No governo de FIGUEIREDO criou a VELHINHA DE TAUBATÉ, a última pessoa que acreditava no governo, Em sua coluna semanal do ESTADÃO a presença do BOCA, amoral, sem o menor caráter, tirando casquinha e  proveito de tudo. Anos atrás, e diante de uma notícia dos jornais, arrisquei na criação do APOSENTADO DE ARAÇATUBA, o último brasileiro que guardava suas economias debaixo do colchão. Mas, o maior de todos nesse talento, foi NELSON RODRIGUES. São dezenas de personagens notáveis imortalizados pelo maior dramaturgo brasileiro. O PADRE DE PASSEATA, PALHARES, o cunhado canalha, O CEGUINHO TORCEDOR, que ia ao Maracanã de bengala e discutia com empolgação todos os lances duvidosos, O SOBRENATURAL DE ALMEIDA, que puxava o pé dos jogadores ou desviava a bola com a mão nos momentos decisivos, O GRAVATINHA, torcedor do Fluminense, PARALELEPÍPEDO DE ALMEIDA, frio, cético, balde de água fria, jogava tudo pra baixo, são apenas alguns de uma imensa e notável galeria.

Assim, e se vivo fosse, provavelmente hoje NELSON estaria acrescentando mais um personagem a sua galeria. A BEATA ERUNDINA. Ontem, seus amigos e admiradores, pagaram por ela, através de uma rede de solidariedade, uma dívida de R$352 mil, referente à única condenação que sofreu em toda a sua carreira política. Condenação decorrente de uma ação popular, de 20 anos atrás, acusada de usar dinheiro público para financiar publicações em apoio a uma greve geral. A ex-prefeita de São Paulo, aos 75 anos, assim se manifestou sobre o apoio recebido: “Não me sinto culpada nem devedora, muito menos inibida por causa da condenação. Vejo como consequência de minha luta política e das minhas defesas. O que mais me comoveu foi a rede de solidariedade que se formou em meu apoio. Recebi ajuda de ex-aliados, muitas doações de R$2 e R$ 5 vindas do povo e, até mesmo, apoio daqueles que se comportaram como inimigos”.  Desde ontem, os bens da ex-prefeita – tudo o que conseguiu conquistar em sua vida – um apartamento de 80 metros quadrados e dois automóveis usados – estão desbloqueados. Desde ontem,ERUNDINA, A BEATA, com todos os predicados, honras e merecimentos, qualifica-se para futura canonização. A exceção que explica – não deveria ser assim mas é – a regra. Quem sabe, e assim como a VELHINHA DE TAUBATÉ era a última pessoa  a acreditar no governo, ERUNDINA seja o último político honesto do  Brasil.

TRATORES E AVIÕES

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

O jeito LULA de ser é esse mesmo: passa por cima. A AERONÁUTICA manifestou-se tecnicamente, e, com a autoridade de especialista e usuária, recomendando ao BRASIL que comprasse os caça suecos GRIPEN NG, da SAAB. Como LULA já sabia desse parecer, 3 meses antes do documento vir a público, manifestou sua preferência e decisão pelos RAFALE da francesa DASSAULT. E o fez com pompa e circunstância, e em conjunto com SARKOZY. Ontem, enquanto dava piruetas na praia, soltou seus cães de guarda para explicar o inexplicável: “A visão da aeronáutica é equivocada e parcial” – JOSÉ GENOINO. Que baixaria!