DEMOCRACIA

Todos os que me acompanham neste BLOG sabem dos questionamentos que me tenho feito sobre essa DEMOCRACIA 1.0 em que vivemos. Pedem nossos votos, em tese para nos representar, elegem-se, e vão cuidar de composições com outros grupos políticos e, principalmente, dos próprios interesses. E aí comecei a me questionar se não era eu que tinha um entendimento equivocado sobre o que é, ou deveriam ser, as DEMOCRACIAS. Claro, recorri a enciclópédia colaborativa, a WIKIPEDIA.

E lá está, “Democracia é um regime de governo onde o poder de tomar importantes decisões políticas está com os cidadãos (povo), direta ou indiretamente, por meio de representantes eleitos — forma mais usual. Uma democracia pode existir num sistema presidencialista ou parlamentarista, republicano ou monárquico.

As Democracias podem ser divididas em diferentes tipos, baseado em um número de distinções. A distinção mais importante acontece entre democracia direta (algumas vezes chamada “democracia pura”), onde o povo expressa a sua vontade por voto direto em cada assunto particular, e a democracia representativa (algumas vezes chamada “democracia indireta”), onde o povo expressa sua vontade através da eleição de representantes que tomam decisões em nome daqueles que os elegeram”.

Foi bom consultar. Me esquecera por completo do formato DEMOCRACIA DIRETA. Essa sim, a 2.0. Já que nossos representantes não nos representam, porque continuarmos insistindo com  intermediários, na medida em que a tecnologia já nos deu todas as ferramentas que precisávamos para eliminar esses lamentáveis, corruptos e inúteis  intermediários e decidirmos diretamente?

Vamos mudar de DEMOCRACIA, vamos fazer o upgrade, na próxima década? Que tal elegermos o sucessor do sucessor de LULA já dentro de uma  DEMOCRACIA DIRETA, 2.0? E decidirmos, diretamente, sobre todos os assuntos?

Utopia? Quem sabe. Mas ainda prefiro correr atrás de utopias do que alimentar e engordar hipocrisias.

2 comentários para “DEMOCRACIA”

  1. José Floriano Pinheiro Silva disse:

    Prezado Madia,
    Muito embora concorde com as colocações expressas no presente artigo acredito que por estarmos acomodados pelos processos políticos há décadas exercidos pela politicagem brasileira, após a próxima eleição deveríamos sair às ruas para cobrar mudanças radicais no sistema político do Brasil.
    Será que não seria oportuno nesse momento buscar um novo modelo de governo, trocando o nosso velho e arcaico sistema presidencialista por um sistema mais flexível?
    O parlamentarismo, por exemplo, intempestivamente testado no Brasil por ocasião do Governo do Presidente João Goulart; neste momento, com certeza seria a formula de relacionamento que contribuiria para uma mudança radical nas praticas hoje exercidas entre os poderes executivo e legislativo.
    Em países politicamente maduros e regidos pelo sistema parlamentarista, uma crise institucional como a que atualmente vivenciamos provocaria de imediato, a queda do gabinete parlamentarista; forçando um novo arranjo entre os poderes legislativo e executivo e não a destituição do Presidente como ocorreu no Governo Collor resvalou pelo de Fernando Henrique, e quase acertou o do Presidente Lula com o escândalo do mensalão.
    No modelo parlamentarista existe compromissos e penalizações em ambos os lados, se o congresso por sua vez mostrar-se intolerante, o Presidente de imediato pode dissolvê-lo e convocar uma nova eleição.
    Esta prática no Brasil contribuiria para eliminar de vez com o relacionamento promíscuo hoje existente entre os dois poderes e porque não dizer os três.
    Nesse momento de descrédito pelo qual passam nossos políticos chegamos à conclusão, que o velho modelo presidencialista esgotou suas possibilidades de sobrevivência; ao insistirmos dificilmente conseguiremos preservar por muito tempo a democracia tão sonhada por todos brasileiros que seja ela 1.0 ou mesmo a 2.0 desejada por todo cidadão politicamente bem informado.
    Um grande abraço,
    José Floriano

  2. Roberto disse:

    Acredito que com a internet e o celular, poderíamos fazer a Democracia 2.0.

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