A gula, o açodamento, e a motivação política, colocam o ENEM – Exame Nacional do Ensino Médio – a milímetros da total e irreversível desmoralização. Enquanto se restringia ao que se propôs construiu reputação e conquistou o respeito de todos. Na pressa de converter-se, também, no sucessor dos exames vestibulares, sem o necessário e indispensável planejamento, e ainda sofrer do processo de aparelhamento da máquina que caracteriza os anos do governo LULA com a lamentável politização das questões, perdeu força, razão de ser, credibilidade. Se alguém ainda tinha alguma dúvida da quase destruição do ENEM, o não comparecimento de 40% dos inscritos – 46,9% no estado de São Paulo – no último final de semana é mais que sinalizador.

Pois é madia e ainda faltou dizer aqui a soma dos valores gastos na quase realização da primeira prova e depois na aplicação da segunda edição. Nao foi pouco.