Em sua coluna semanal de ISTO É, LEONARDO ATTUCH, comenta sobre uma morte onde as ausências no enterro falam muito sobre a natureza de nossos políticos. O enterro em questão é do ex-prefeito CELSO PITTA, às 23h55 do dia 20 de novembro, no apagar das luzes de um feriado. Um negro morrendo no dia da CONSCIÊNCIA NEGRA. Segundo ATTUCH, CELSO PITA “morreu como um pária, quase como um indigente, assim como ocorre diariamente com milhares de negros no Brasil. PITTA foi um dos poucos políticos a quem nem a morte redimiu. O governador JOSÉ SERRA, a ex-prefeita MARTA SUPLICY, o padrinho PAULO MALUF, ninguém compareceu ao enterro. Mas a ausência mais simbólica foi a do prefeito GILBERTO KASSAB, que tinha o duplo dever de estar lá. Primeiro, por gratidão, pois KASSAB foi o homem forte do governo PITTA. Mas, se não havia mais lealdade, ao menos o protocolo teria de ser respeitado. Nem isso. KASSAB preferiu a distância segura de um telegrama…”.
