Mesmo sem dar as devidas explicações sobre o episódio de sua filha, e considerando que a oposição no Brasil ajoelhou-se diante da popularidade de LULA, FHC retorna a cena e relembra os velhos e bons tempos em que revelava incomuns sensibilidade e apetência políticas. É, infelizmente, uma voz isolada. A oposição chega ao final de 2009 muda, calada, inerte, inerme, esquálida, devagar, quase parando… parou. Suas denúncias atuais, dentro da mesma linha de ARMINIO FRAGA deveriam colocar de plantão e em guarda a todos os brasileiros com um mínimo de sensibilidade e total apreço às práticas democráticas: “Diferentemente do que ocorria com o autoritarismo militar, o atual não põe ninguém na cadeia. Mas da própria boca presidencial saem impropérios para matar moralmente empresários, políticos, jornalistas ou quem quer que seja que ouse discordar do estilo ‘Brasil potência’… Por trás do que podem parecer gestos isolados e nem tão graves assim, o DNA do ‘autoritarimo popular’ vai minando o espírito da democracia institucional”. Percebe-se, no horizonte, considerando-se os rapapés e falsas delicadezas de SERRA e AÉCIO, AÉCIO e SERRA, movimentos consistentes para um eventual terceiro mandato de FHC…
