Se como dizem, toda a regra tem a exceção que justifica a regra, no território do BRANDING, RICHARD BRANSON, leia-se, VIRGIN, é a exceção. Em tudo o que fez, faz e fará sempre com uma mesma marca, VIRGIN. De cada negócios em que se mete, é bem ou relativamente bem-sucedido em 2 e fracassa em 1; o que não pode acontecer é essa equação se inverter e falhar em 2 e vencer em 1. Na DINHEIRO desta semana, concedeu entrevista exclusiva à revista e a JOSÉ SERGIO OSSE. Dentre outras preciosidades, disse, “Para chamar a atenção e enfrentar os gigantes me aconselharam a BANCAR O PALHAÇO. É isso o que tenho feito há muito tempo”. Sobre receita de sucesso, “Na VIRGIN somos permanentemente guiados por nossos valores. Por valores, entenda-se oferecer serviços de qualidade e acessíveis, de forma inovadora e em áreas nas quais possamos desafiar a estagnação do mercado”. E sobre motivação, “Tenha sempre um monte de idéias e incentive seus funcionários a fazer o mesmo. Não importa se a metade dessas idéias é ruim. O fundamental é ser criativo. Lembre-se: às vezes você erra, mas, quando acerta, não há nada no mundo melhor do que esse sentimento. Por isso, entre de cabeça em tudo o que for fazer. Afinal, o que você tem a perder?”
Arquivo de 11 de outubro de 2009
BRANSON, A EXCEÇÃO
domingo, 11 de outubro de 2009DELFIM NETTO, 81
domingo, 11 de outubro de 2009Semanas atrás DELFIM NETTO sentiu dores e teve que recorrer aos serviços médicos: dois stents no coração. Perguntado se fazia regularmente check-up, respondeu, “NUNCA FIZ CHECK-UP POR UMA SIMPLES RAZÃO: QUEM PROCURA, ACHA!” As famílias que insistiam para que seus pais fizessem check-up regularmente, revelam-se indignadas. Agora todos reforçam sua posição de jamais recorrerem aos grandes hospitais do país, e defendem-se dizendo, “SIGO AS RECOMENDAÇÕES DO DR. DELFIM”. Em entrevista para DINHEIRO/LEONARDO ATTUCH, e perguntado sobre quais as recomendaçoes que deveria seguir, pós stents, respondeu: “comer tudo o que quisesse pela metade e continuar trabalhando no mesmo ritmo”, e, concluiu, “tive um problema com 81 anos e só vou ter outro daqui a 81 anos”.
A ERA DA LARANJA SE FOI
domingo, 11 de outubro de 2009Nos anos 80 e 90 a LARANJA ocupava as principais páginas dos cadernos de economia dos jornais brasileiros. Da noite para o dia converteu-se num dos principais produtos de nossa pauta de exportação: a LARANJA brilhou e brilhava quase como um novo ouro. Desde o início do novo milênio a LARANJA e seu SUCO, vem perdendo participação de mercado. Entre 2001 e 2008 o consumo mundial de SUCO DE LARANJA despencou 17%! E as perspectivas são de que a queda continue. Independente de seus valores nutricionais, muitos consumidores preferem abrir mão dos mesmos e se livrarem da elevada componente calórica do SUCO DE LARANJA. E trocam o festejado SUCO, por isotônicos, águas, águas saborizadas, refrigerantes ZERO. Nunca mais a laranja brilhará como o fez nos anos 80 e 90. A laranja perdeu posições no “shopping list” dos consumidores modernos e preocupados com a aparência. Ou seja, para eles não é suficiente exibir um curriculum invejável de vitamina C; não pode engordar.
BENDITA CONCORRÊNCIA
domingo, 11 de outubro de 2009De janeiro a agosto de 2009 mais de 35 milhões de pessoas viajaram dentro do Brasil. Isso mesmo, em plena “crise”. O melhor resultado para o período de toda a história do país. Em relação ao mesmo período do ano passado, um crescimento de 20%. Até o final de dezembro deste ano esse número deverá ultrapassar 52 milhões de passageiros. Qual a razão do milagre, os brasileiros descobriram o prazer de viajar? Não! Os brasileiros descobriram que, finalmente é possível viajar, que as viagens cabem, agora, em seus bolsos. E por que cabem? Pela BENDITA CONCORRÊNCIA. Concorrência entre hotéis e cruzeiros marítimos, e concorrência entre as empresas aéreas.
NÃO INVEJO AS CRIANÇAS
domingo, 11 de outubro de 2009Invejo as crianças de hoje sob infinitas dimensões menos uma: a babaquice de alguns pais. No ESTADÃO de hoje uma matéria assinada por VALÉRIA FRANÇA, comentando sobre butiques sofisticadas para crianças. Quem disse que criança quer butique sofisticada? Os babacas dos pais, de alguns país, certamente, sim. Acompanhem o início da matéria de VALÉRIA, “Design e moda já fazem parte do universo infantil. Tem desfile profissional, o FASHION WEEK KIDS, spa e cabelereiros com maquiladores especializados… No último mês, São Paulo ganhou pelo menos 15 lojas chiques para crianças…”. E na sequência relaciona quatro delas, e mais outras barbaridades… Na ilustração da matéria, fotos de meninos vestidos iguaizinhos seus pais… Como dizia a canção, POBRES MENINOS E MENINAS RICOS. Esses pais estão detonando com o melhor da infãncia, com as delícias de ser crianças, e produzindo adultos aos 3,4,5 anos de idade; infelizmente, trágicos anões. Nascer anão é uma fatalidade; ser convertido em anão é uma irresponsabilidade de pais que estendem, os tentáculos de suas alucinadas e irresponsáveis busca da construção de uma identidade, da conquista de uma marca, aos seus menores abandonados e fantasiados. POBRES CRIANÇAS, ACESSÓRIOS E COMPLEMENTOS PATÉTICOS DA VAIDADE INCONSEQUENTE DE SEUS PAIS.



