Na primeira página dos jornais de hoje, em informe publicitário, o GRUPO FLEURY manifesta-se “indignado com relação às notícias divulgadas pela imprensa”, e que relacionam seu FLEURY HOSPITAL-DAY como um dos mais de 80 hospitais que compraram remédios roubados. Diz que seguiu todos os procedimentos básicos que adota em todos os processos de compra, que seus fornecedores são empresas com documentação em ordem perante o fisco e a ANVISA, e coloca-se a disposição para todos os esclarecimentos que se revelarem necessários. Comportou-se, como deveria se comportar ao publicar esse informe, ainda que com um texto de qualidade decepcionante.
De uns anos para cá fazer compras por leilão ou concorrência virou moda. Os interessados se inscrevem, juntam toda a documentação, e prevalece na maioria das vezes, o MENOR PREÇO. FAZER COMPRAS É MUITO MAIS DO QUE ISSO. É se esmerar e desenvolver relacionamentos de confiança tão ou mais importantes que aqueles que as empresas procuram construir com seus clientes, razão de sua existência. E por que até mais importante? Porque sem fornecedores de qualidade, e em todos os sentidos, não há como construir relacionamentos de verdade com clientes, e, para sempre.
COMPRAR EXCLUSIVAMENTE POR LEILÃO É COMPRAR DE FORMA BURRA! Inclusive produtos de verdade, como foi o caso das empresas que caíram no engôdo comprando remédios verdadeiros de distribuidores receptadores de mercadoria roubada. O que dizer-se,então, das empresas que fazem leilão para comprar serviços? Como se existissem dois fornecedores de serviços rigorosamente iguais?! AÍ É BURRÍCE AO QUADRADO.

Madia,
Como sempre direto e pragmático. Sua mensagem no último parágrafo deveria ser leitura obrigatória para todos os presidentes das empresas.
abraço,
É, querido professor Madia, burrice e amadorismo é artigo em alta nas corporações hoje, especialmente pela “juniorização” dos departamentos. Como empreendedor de serviços de design e merchandising, sofro constantemente com esses leilões, conduzidos por “analistas de marketing” e “analistas de compras”, que nos pedem para pensar trabalhos na frente, com empenho intelectual e financeiro, para depois decidirem pelo menor preço e ainda se apropriarem de nossas idéias.
Desculpe o amargor, ando indignado com certas “melhores práticas” do velho “manda quem pode, obedece quem precisa…”
Um grande abraço dos teus admiradores aqui na CDA Design.
Perfeito!, Madia.
O texto começa mal: “Indignado com relação às notícias divulgadas pela imprensa”… O problema não está na divulgação. Está no fato em si. Erro número 1. A ‘culpa’ desta vez não é da imprensa.
E você acerta em cheio quanto ao principal – a (má) escolha dos fornecedores. A opção pelo “mais barato”, pela visão estritamente aritmética, pode causar este enorme prejuízo à imagem do Fleury.
Saudações!
Helvio Falleiros
Muito bem colocado, Madia. participar de leilão reverso para serviços , é no mínimo, humilhante.