Enquanto ÉPOCA e ISTOÉ anunciaram com o merecido destaque a candidatura de MARINA SILVA à Presidência da República duas semanas atrás, apenas na edição desta semana VEJA posiciona-se e faz o mesmo. No mínimo, intrigante, a morosidade da semanal líder. Assim, e nas páginas amarelas da revista, se posiciona a candidata, “O perfil de eleitor que pretendo buscar é o jovem. Eles estão começando a reencontrar as utopias. Estão vendo que é possível se mobilizar a favor do Brasil, da sustentabilidade e do planeta. Minha geração ajudou a redemocratizar o país porque tinha mantenedores da utopia. Gente como Chico Mendes, Florestan Fernandes, Paulo Freire, Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, que sustentava nossos sonhos e servia como referência. Agora, aos 51 anos, quero fazer o mesmo que eles fizeram por mim. Quero ser mantenedora das utopias e mobilizar as pessoas”.

gente, que utopia foi essa que o Lula sustentou? Utopia não quer dizer mentira. Acho que a Marina se equivoca um pouco. Ela é um símbolo de integridade, mas isso não basta para alguém ser presidente. Mas é quem pode mexer num jogo de cartas marcadas, e contribuir para enfraquecer a Dilma.
O Lula sustentou, sim, uma utopia, que era aquele sonho por um Brasil melhor. Acho que a Marina não se refere ao Lula de hoje, mas ao de esquerda, de décadas atrás: o Lula candidato, que se mostrava como uma solução revolucionária para o problema de todos.
O que ela quer dizer é que falta um pouco de sonhos aos brasileiros, falta a esperança para que o povo também faça o Brasil acontecer.