É parte integrante da história do homem a prática do linchamento tal como conhecemos hoje só que outras denominações. De verdade mesmo, a palavra linchamento é atribuída a dois LYNCHs. CHARLES ou WILLIAM LYNCH. Fico com o segundo, WILLIAM LYNCH (1742-1820), capitão do condado de PITTSYLVANIA, VIRGINIA, que impos a LEI DE LYNCH, responsável maior por estimular o ódio racial contra os índios, e, na sequência aos negros, dando origem ao KU KLUX KLAN.
No Brasil, muito particularmente em SÃO PAULO, retornamos ao passado, há dois séculos, e sob o comando de JOSÉ SERRA, promovemos a mais odiosa, cruel e descabida perseguição aos fumantes.
NÃO SOU FUMANTE, DETESTO CIGARRO, MAS A FUMAÇA NÃO ENTORPECEU MEU CORAÇÃO. A COMPAIXÃO É PARTE INSEPARÁVEL DO QUE SOU E DO QUE SINTO. DE NOVO ESTAMOS REESCREVENDO UM ENSAIO SOBRE A CEGUEIRA? Em seu comentário de hoje, na FOLHA, JANIO DE FREITAS lembra que “fumar, não é em si mesmo, uma atitude antidemocrática. Suas inconveniências sociais são considerações recentes e não incorporadas ainda aos costumes… Fumar não é um ato de má-fé ou de hostilidade ao vizinho, é uma sujeição do viciado à sua necessidade. Não há motivo algum, portanto, para substituir a restrição, atenta e inflexível que seja, por formas de repressão, nas determinações legais e nas ações… donos de lugares públicos são visitados e fumantes são caçados em São Paulo como não se invadem prostíbulos de exploração de mulheres, nem se caçam os exploradores; ou em casas de jogo, ou em pontos de venda e consumo de crack pela gurizada e de outras drogas por toda a parte… são os métodos deste país tão dado a violências e desatinos, onde o usuário de drogas é reconhecido como vítima do vício, e não punido; o do cigarro fica ameaçado até de perder o emprego por justa causa…”
Quem diria que um jovem defensor da liberdade, preso e exilado, fosse se converter décadas depois num carrasco de milhões de brasileiros, paulistas, cujo crime maior foi o de se tornarem dependentes do cigarro.






