Na semana passada o Brasil acordou na condição de importador de lixo. Passada a surpresa, números e informações organizam as idéias e possibilitam um entendimento, não necessariamente, uma concordância. Hoje o mundo está dividido em importadores e exportadores de lixo. A grosso modo, e quanto mais rico e adiantado o país, menor interesse tem no aproveitamento do lixo, e exporta; na outra ponta, raciocínio semelhante e contrário. Assim, o Brasil e a maioria dos países do mundo importam lixo dos países mais adiantados. Em 1 ano importamos 175,5 mil toneladas. Já os ESTADOS UNIDOS, exporta 80% de todos os seus resíduos eletrônicos. Ricos que são, comparativamente a outros países, lá o custo da reciclagem, até mesmo em decorrência das severas leis ambientais, é 10 vezes maior do que o de exportar o lixo para países mais pobres.
Assim, passado o susto e a indignação, e enquanto não nos organizamos melhor para organizar e coletar nosso lixo, somos e continuaremos sendo IMPORTADORES DE LIXO.

Imagine agora o baixo custo que é ser éxportador sem ter importador. “Finge” que exporta e joga tudo no oceano.
Ninguem vê, ninguém reclama, não tem que pagar cais, nem desembarque, nem mais nada…
Pois é.