Na FOLHA ILUSTRADA de hoje, e numa crônica da melhor qualidade, a colunista da FOLHA NINA LEMOS, diz que “SOMOS TODOS MICHAEL JACKSON”. E explica que guardada as devidas proporções fazemos rigorosamente as mesmas coisas que o rei do pop fez: “Também não queremos envelhecer. Compramos os mais modernos cremes anti-idades (como se idade fosse uma coisa maléfica). Quando eles não funcionam, apelamos para o BOTOX e tratamentos de preenchimentos. E, claro, para a cirurgia plástica, terrenos em que nós, brasileiros, assim como MICHAEL, somos campeões… Se aceitamos sentir dor? Claro que não. Temos um imenso arsenal de antidepressivos que nos colocam livres dos nossos fantasmas…” e, por aí, NINA vai.
Sinto muito, NINA, você não está falando dos brasileiros. Você se refere a uma minoria que habita regiões muitos específicas de algumas metropoles brasileiras; e ponto. Dos quase 200 milhões de brasileiros, você não está se referindo nem a 2 milhões, nem a 1% do total.
Por opção, ou falta de recursos, a grande maioria aceita com alegria e felicidade o envelhecimento, recusa-se a tomar antidepressivos e sabe conviver com a dor e com a adversidade, e se recusa, sob todas as hipóteses, a se submeter a cirurgias plásticas inevitavelmente deformadoras – da aparência, do caráter, e da alma.
EU, assim como a maioria esmagadora dos brasileiros, admiro MICHAEL. MAS, definitivamente. NÃO SOU MICHAEL JACKSON.

Concordo contigo! Se puder, veja o que escrevi em http://dedalus-atlas.blogspot.com/2009/07/branca-de-neve.html
Um abraço!
Porque todos os fãs não se reunem, entram em contato com os familiares de Michael Jackson e pedem pra que eles busquem o missionário David Miranda de São Paulo para orar e pedir pra que Deus o ressucite,
basta ter fé, acreditar e fazer um voto de se converter a Deus para servi-lo e adorá-lo, pois só Deus deve ser adorado…
A diferença é que Michael Jackson nasceria de novo pra honra e glória de Deus, para louvar e adorar a Deus,
o que ele não teve oportunidade de fazer em vida…
Mas, tudo pode mudar, comuniquem com a familia , com os jornais e peçam pra convidarem e levarem David Miranda até Michael Jackson.
100% com você.
É a cegueira causada pelos valores da vida nas metrópoles. E se eu sou, todos somos. Êpa! Eu não mermão!
Concordo com você Madia. Eu também não sou o rei do pop. Muito menos tenho atrações diferentes por crianças. Michael Jackson viveu um personagem pop em decadência e não a essência da vida. Não sei como vai ser a minha via e meu envelhecimento mas na dúvida recorro a poesia de Cora Coralina:
Não sei…
Se a vida é curta ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos tem sentido,
Se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais,
Mas que seja intensa, verdadeira, pura…
Enquanto durar.
Talvez lá no fundo de nossa débil personalidade, sejamos sim um Michael Jackson. Hoje não temos fama nem tanto dinheiro, mas se tivéssemos…quem sabe? evidentemente muitos de nós não teríamos essa obsessão em parecer outra coisa, mas com certeza tentaríamos reverter muitas imperfeições físicas, ainda mais vivendo da imagem.
O poder e a glória são, de fato, um grande desafio para a raça humana que até agora se mostrou incompetente no trato com as mesmas.
Eu tô achando engraçada toda essa história de Michael Jackson. Tem alguns meses, que, por opção, desconectei meu cabo da tv e parei de assistir tv. Gente, parece que eu tô fora do mundo, apesar de ver as principais notícias através da internet. E pra mim, confesso, que está fazendo muito bem. Não tô ouvindo falar nem chorando por causa da morte do Michael Jackson, não tô achando ele um coitado, como uma amigo meu falou que a mídia tá querendo pintar… não tô apavorada por causa da gripe suina…
O mais impressionante disso tudo é que a morte do artista disparou a venda de seus discos. Curiosidade ? Ou despertou a geração Y para um dos mais famosos e competentes astros do rock mundial ?