No ESTADÃO de hoje uma matéria emblemática e sinalizadora. De um mundo em seus estertores, e de instituições débeis tentando resistir e mexendo o rabo à semelhança das lagartixas feridas de morte.
O ECAD – Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (de direitos autorais) – está raspando o fundo do tacho antes de perder, por completo, sua razão de ser. Agora ataca batizados, festas de casamento, salões de barbeiros e muito mais. Na matéria o relato de um dos sócios do salão de beleza VOGUE que desligou a tv que entretinha seus clientes porque foi autuado pelo ECAD em R$12 mil, “pelos direitos das músicas eventualmente tocadas nos programas transmitidos naquele aparelho nos últimos nove anos”.
No MUNDO NOVO PLANO E COLABORATIVO cessam todos os direitos autorais. Quem quiser aderir na entrada abre mão de seus direitos e aceita, com alegria e felicidade, que outras pessoas trabalhem e aprimorem suas iniciativas: o “mashup” é a regra. Como, de verdade, sempre foi. Mas, a herança dos cartórios, capitanias hereditárias, e muito mais, nos fez acreditar que deveríamos receber ad eternum, assim como nossos herdeiros, sobre “criações” nossas que de verdade mesmo começaram em algum lugar do passado muito distante, vieram bater em nosso cerebro, e adquiriram novas combinações e formatos.
Esse mundo, mais que felizmente, está ficando no passado. O que o ECAD faz em seus estertores seria cômico se não fosse trágico.



