Arquivo de 25 de junho de 2009

MAÇÃ DO AMOR

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Do obituário da FOLHA de hoje, a morte de CLARICE OSÓRIO TEIXEIRA, 93 anos, a TIA CINHA DO ORFANATO QUE FAZIA MAÇÃS DO AMOR.
No texto, o depoimento de sua sobrinha, “teve um ano em que passamos um domingo inteiro preparando maçãs, porque as crianças queriam maçãs do amor”. TIA CINHA morou seus 93 anos numa mesma casa, no número 954 da rua BELA CINTRA, a poucos metros da AVENIDA PAULISTA. Além de fazer MAÇÃS DO AMOR, estava alfabetizando a sobrinha da enfermeira que cuidava dela. Morreu no domingo de insuficiência cardíaca. Não foi casada; não deixa filhos. Duas crianças da época do orfanato compareceram a seu enterro.
Enquanto isso, em Brasília…

NÃO PARA DE SANGRAR

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Todos os dias acordo tenso e incomodado. Demoro no barba banho tentando postergar o doloroso encontro. Mas, pouco depois ou pouco antes das seis chego em minha mesa onde me aguardam 8 jornais todos os dias. E em todos, todos os dias, na capa, a descoberta de um novo foco, de que a disseminação é incontível, de que a sangria não se estanca. Nos jornais de hoje a notícia de que SARNEY nomeou a viúva do ex-motorista do SENADO por ato secreto e lhe emprestou um apartamento exclusivo dos senadores. E de que COLLOR usa sua verba indenizatória para cuidar de sua CASA DA DINDA de triste memória revelando-se irrecuperado.
Nas manhãs do Brasil de 2009 o sangue jorra sem parar. O nosso sangue. A nossa vergonha. A nossa indignação. ESSE BRASIL, NUNCA MAIS!

STEVE BALLMER, CANNES

quinta-feira, 25 de junho de 2009

ULTIMO AVISO: Em palestra realizada ontem, durante a 56ª edição do FESTIVAL INTERNACIONAL DE PUBLICIDADE DE CANNES, STEVE BALLMER, presidente da MICROSOFT, sentenciou que nos próximos dez anos a digitalização tomará conta do mundo e a propaganda, em seu formato atual, perderá a razão de ser: “Haverá uma inversão de papéis. Não existirá mais a propaganda patrocinando conteúdos, mas os conteúdos é que terão que se revelarem relevantes para que as pessoas se disponham a pagar”.
Para os que não se sensibilizaram com os milhares de avisos anteriores e a partir de 1985, talvez agora despertem para o mundo novo e colaborativo, que desde a virada do milênio caminha a plena velocidade.