VEJA denominou de especial, a cobertura da tragédia do AF 447 mas, dividiu a capa com outras duas chamadas e ainda incluiu uma complementação à chamada; ou seja, não confiou na força da ilustração; ÉPOCA apostou todas as fichas na foto do oceano, intitulou toda a edição de ESPECIAL, e nada mais na capa que a simples aposição do título VOO AIR FRANCE 447. Na tragédia, ÉPOCA saiu-se bem melhor que o lider. Na cobertura, matéria, também.
Na EDIÇÃO ESPECIAL DE ÉPOCA, a participação especial de seu Diretor de Redação HELIO GUROVITZ. Não se limitou ao editorial de abertura da revista. Reservou-se as duas primeiras páginas para uma abertura emblemática: UMA SOMBRA NO OCEANO; e, no texto, a explicação para o sentido da SOMBRA: “O voo é totalmente inatural, aliás, para nós é a coisa mais inatural que existe, e o medo com relação a isso é saudável e coerente” escreveu – diz GUROVITZ – o italiano DANIELE DEL GIUDICE no livro QUANDO A SOMRA DECOLA DO CHÃO, um relato de seu aprendizado como piloto. E termina sua abertura dizendo, “DEL GIUDICE descreve os dois momentos mágicos do voo: aquele em que, como diz o título de seu livro, nossa sombra decola do chão – e aquele em que nos voltamos a reunir a ela. Os passageiros do voo 447 esperavam reencontrar a própria sombra em Paris. Não há sombra no fundo do oceano.”
VEJA fez uma matéria; ÉPOCA, uma reflexão sobre a vida.






