Desde o último dia 5 de maio, todas as marcas de cigarros produzidas no país trazem no verso de suas embalagens imagens mais chocantes do que as anteriores; dentre outras, de bebê prematuro morto e de vítima de gangrena em decorrência do fumo. Mesmo assim, muitos não desistem. A próxima investida do governo é no sentido de aprovar uma lei em que essas imagens saiam do verso e passem para a frente das embalagens. Não obstante todo o cerco o Brasil figura apenas na 11o. posição dentre todos os países onde os fumantes percebem e registram as advertências presentes nos maços de cigarro. Assim, pode-se concluir que o vício de fumar, além de outras trágicas consequências, também cega.

As mensagens, apesar de fortes e chocantes, não estão produzindo os efeitos esperados. Em vez de analisar o ponto de vista do fumante, não seria interessante olhar isso do ponto de vista de comunicação? Em vez de colocar fotos dos dois lados do maço, seria melhor rever a estratégia, o tipo de advertência, essas coisas básicas, que toda agência profissional recomenda aos clientes. Concorda?