“OU O BRASIL É UM PAÍS SÉRIO, OU NÃO”

Agora a expectativa é pela manifestação do CADE sobre a compra da SADIA pela PERDIGÃO. IVAN ZURITA, presidente da NESTLÉ, ainda inconformado com o calvário imposto a sua empresa pelo CADE, considerando outras situações onde a configuração de eventual monopólio era muito mais possível e previsível, e sem perder a elegância e sensibilidade, assim se manifestou em entrevista a JULIANA ELIAS da GAZETA MERCANTIL: “Entendo tratar-se de um momento pontual e difícil, de uma empresa que passa por problema de gestão, e que deve ser levado com cuidado; mas as regras antitruste têm que ser iguais para todos. Ou o Brasil é um país sério ou não é”.

No momento em que a NESTLÉ comprou a GAROTO a participação total das duas empresas somadas era de 47%, tendo logo atrás uma concorrente com 33%. Em algumas categorias de produtos, PERDIGÃO e SADIA somadas terão mais que 80% do mercado.

3 comentários para ““OU O BRASIL É UM PAÍS SÉRIO, OU NÃO””

  1. CESAR AYMORE disse:

    Acho que o Brasil é um país muito sério. E também acho que estamos diante de situações totalmente diferentes. A situação atual “salva” uma empresa brasileira e cria uma multinacional brasileira, forte, estruturada e com grande potencial de ser uma das líderes mundiais. A situação anterior fortalecia uma multinacional apenas. Princípio da soma zero.

  2. Júlio disse:

    Quero ver a disputa acirrada no primeiro natal. O consumidor, com certeza, será beneficiado! Não!? Não será!? Ah…

  3. Carlos Ricardo Silva disse:

    Quero discordar do Sr. Cesar Aymore. Sou brasileiro e amo o nosso país, mas não vejo essa seriedade. Cada vez fico mais decepcionado e conformado que somos sub-desenvolvidos.
    Achei um absurdo o CADE ter vetado a compra da Garoto pela Nestle. Estamos no século 21 pô! Sem essa de multinacional discriminada.
    Acho que o CADE vai aprovar a fusão Sadia com a Perdigão, premiando a má gestão sob o rótulo de criar uma líder mundial, tra lá tra la lá, conforme diz o Sr Aymore.
    Nessa nossa República manda quem pode e obedece quem tem juízo, infelizmente.
    Carlos

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