Até hoje, com total razão, continuam as críticas em blogs e redes sociais, quanto a desastrada utilização de programas de tratamento de imagem pela revista VEJA, em sua edição de número 2114. Para vestir uma modelo com repolho produziu-se, simplesmente, um monstro. Além do trabalho revelar-se, simplesmente, primário, contou com a cumplicidade e negligência de toda a cúpula editorial da revista que aprovou sua publicação. Na ainda principal semanal do país, fatos como esse são inadimissíveis.
Arquivo de maio, 2009
VEJA, EDIÇÃO 2114
domingo, 31 de maio de 2009ATITUDE EXEMPLAR
sábado, 30 de maio de 2009Mais uma vez moradores se somam na defesa de seus patrimônios e segurança. Desta vez, na VILA ROMANA, na cidade de São Paulo. No início 5 casas, hoje mais de 50, em todas a placa com os dizeres “MEU VIZINHO ESTÁ DE OLHO”. Mais que alertar eventuais ladrões, a singela placa estimula uma postura de permanente atenção de todos, numa verdadeira rede do bem e de boa vizinhança.
ADEUS, ZÉ.
sexta-feira, 29 de maio de 2009No início de abril tocou o telefone. Era ZÉ RODRIX. MADIA, precisamos conversar. Estou com muitas ideias, planos, e gostaria de compartilhar com vocês. Duas semanas depois chegou pro almoço. Falamos sobre a vida, livros, a certeza do fim do direito autoral, da quase impossibilidade de nossos amigos publicitários se convecerem que precisavam mudar mas, sobre as ideias e planos sobre os quais tanto gostaria de conversar não disse uma única palavra. Tinha vindo se despedir.
O RETORNO A NORMALIDADE
quinta-feira, 28 de maio de 2009Desde ontem o BRADESCO voltou a financiar automóveis em até 80 meses. Antes da crise os grandes bancos chegaram até 84 meses, e financeiras independentes a até 99 meses. Só que agora existe uma substancial diferença: o preço do dinheiro – juros – despencou. Ou seja, existe uma grande probabilidade da indústria automobilística voltar a quebrar todos os recordes ainda neste ano de 2009. Só não o fará se faltarem automóveis.
MARCAS PRÓPRIAS
quinta-feira, 28 de maio de 2009Enquanto as principais redes supermercadistas do país se lambuzam na prática obtusa das MARCAS PRÓPRIAS, esquecem-se de cuidar da PRÓPRIA MARCA. Inspeções sanitárias realizadas nas últimas semanas em estabelecimentos comerciais da Zona Sul e do Centro da cidade do Rio de Janeiro detectaram o principal artigo em falta em quase todas as redes: HIGIENE. De 23 supermercados fiscalizados apenas 1 mereceu aprovação dos fiscais.
LAMENTÁVEL E CONSTRANGEDOR
quinta-feira, 28 de maio de 2009O ministro do Meio Ambiente, CARLOS MINC, polui o Brasil com seus destemperos e falta de educação; e a paisagem brasileira, com sua deselegância e coletes. Ontem, referindo-se aos ruralistas, e em pronunciamento a 4.000 agricultores familiares que marchavam em frente ao Congresso, disse: “Não podemos cair no canto de sereia. Fingem que são amiguinhos de vocês. Amanhã vão pedir para parar a reforma agrária, o crédito para a agricultura familiar. Não confiem nesses vigaristas! Estão querendo usar vocês contra o meio ambiente… essa turminha rica polui rios e fala como se representasse pequenos agricultores… encolheram os dentes de vampiro, o rabinho de capeta. Mas eles não enganam o povo”.
Nem LULA, em seus piores pronunciamentos – e olha que são quase todos – jamais conseguiu mergulhar tão fundo assim.
TIROS EM TODAS AS DIREÇÕES
quinta-feira, 28 de maio de 2009Primeiro foi o E-bit quem divulgou os dados do comércio eletrônico no Brasil em 2008: R$8,2 bilhões; arredondando, uns US$4 bilhões. Agora a 11a. edição da Pesquisa de Comércio Eletrônico da EAESP-FGV traz um número completamente diferente: US$190 milhões – arredondando, uns R$400 milhões. E mais, que desse total, US$140 milhões foram de transações entre empresas (B2B), e US$50 milhões entre empresas e consumidores (B2C). Semanas atrás neste BLOG, postamos os resultados do MAGAZINE LUIZA na internet – que praticamente sozinho fez todo o movimento que a EAESP-FGV atribui a totalidade dos negócios. Sem a menor dúvida, a verdade está muito mais para o E-bit, e a EAESP-FGV se equivocou.
AS NOVAS EMBALAGENS DOS CIGARROS
quinta-feira, 28 de maio de 2009Desde o último dia 5 de maio, todas as marcas de cigarros produzidas no país trazem no verso de suas embalagens imagens mais chocantes do que as anteriores; dentre outras, de bebê prematuro morto e de vítima de gangrena em decorrência do fumo. Mesmo assim, muitos não desistem. A próxima investida do governo é no sentido de aprovar uma lei em que essas imagens saiam do verso e passem para a frente das embalagens. Não obstante todo o cerco o Brasil figura apenas na 11o. posição dentre todos os países onde os fumantes percebem e registram as advertências presentes nos maços de cigarro. Assim, pode-se concluir que o vício de fumar, além de outras trágicas consequências, também cega.
MARCAS RESILIENTES
terça-feira, 26 de maio de 2009De novo, GAZETA MERCANTIL caminhando para o cadafalso. Quem sabe pela décima vez. E não obstante todos os maus tratos e judiações, a marca resiste. Na última década sofreu a concorrência fortíssima da JOINT-VENTURE GLOBO+FOLHA= VALOR, e manteve a liderança em vários dos critérios de metrificação. Agora vai para as manchetes com data e hora de degola anunciadas. Resistirá, uma vez mais? Provavelmente sim; é uma das poucas marcas do país que se recusam a morrer de morte morrida, como diria ROBERTO CAMPOS; só mesmo, de morte matada, vítima de “brandkillers”.
RED BULL SAINDO DOS TRILHOS
terça-feira, 26 de maio de 2009Agora vem a notícia da proibição de uma versão de RED BULL -COLA – na ALEMANHA. Razão: partículas de cocaina na bebida em doses mínimas e que não representam o menor risco para a saúde. Mas, e de qualquer maneira, e como a substância é proibida por lei, e mesmo diante da irrelevância do registro, proibição.
Dois comentários: de uns tempos para cá a RED BULL vem se aventurando pelo território de esportes convencionais, o que contraria, frontalmente, o DNA da marca. E agora descobre-se derivativos de RED BULL; o proibido, quem diria, na versão COLA. Curto e grosso, a mais promissora das bebidas do novo milênio, a única, por enquanto, com potencial de ser a COCA-COLA do 21o. milênio, em processo preocupante de degeneração.



