Como se não bastassem todos os péssimos exemplos de dois dos poderes, o terceiro, que deveria colocar-se sempre acima de tudo e de todos, com altivez, sabedoria, elegância e comedimento, magnificou o festival de baixaria e desrespeito que pontuam o Brasil, neste primeiro quadrimestre de 2009. JOAQUIM BARBOSA, ministro do STF, dirigindo-se ao presidente do Tribunal: “Vossa Excelência está destruindo a Justiça deste país e vem agora dar lição de moral em mim. Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do judiciário brasileiro”. Resposta do presidente do STF, GILMAR MENDES, “Vossa Excelência não tem condição de dar lição de moral a ninguém”.
E o país corou, enrubeceu, se envergonhou.

Tem toda razão, chega de baixaria!
Espero que essa situação não passe impune…
Adoro esse tipo de baixaria. Quando gente importante e políticos começam a se degladiar e a trocar acusações, os podres tornam-se públicos. Gostaria mesmo era que GILMAR MENDES e JOAQUIM BARBOSA dissessem tudo o que sabem um do outro para que nós (os seus empregadores) pudessemos despedí-los por conduta inadequada. Aí sim, talvez tivéssemos um pouco de moralidade.
A baixaria coloquial não é causa primária e sim resultado, consequência da baixaria maior que assola o País: a desertificação moral em que estamos afundados, cujas gigantescas ondas veem de Brasília, do Palácio do Planalto.
Tal como um Midas às avessas, nossos políticos a tudo corrompem. E mesmo aqueles que quando eram oposição posavam de vestais, agora se mostram mais corruptos do que aquele que ajudaram a caçar com impeachment. Aliás, diga-se de passagem que o tal do “mensalão” é o mesma prática pela qual derrubaram Collor.
Como não bastasse a desordem e a baixaria andam tentando calar a nossa imprensa e ainda editar as transmissões da TV Senado. Pooode!