Ontem, a COTEMINAS, anunciou a compra de 65% da rede MMARTAN, com 80 lojas de produtos de cama, mesa e banho em diferentes lugares do país.
A história da administração moderna está repleta de exemplos. “Já que” não é um bom critério. “Já que” fabricamos o que eles vendem, vamos comprá-los e vender diretamente. Embora complementares, são dois negócios completamente diferentes. O balanço de processos semelhantes remete a tremendos fracassos em mais de 80% dos casos. Assim, não é por falta de avisos e lições que os riscos envolvidos nessa aquisição vão se confirmar. É decisivo mas não suficiente, seguir a mais importante das lições. Continuar tratando os dois negócios de forma independente, com administração própria, sem incidir nas tentações aparentemente óbvias das “economias de escala”, “sinergia”, e tudo o mais.
Mais que complementares, MERCEDES e CHRYSLER eram duas empresas de um mesmo negócio. E deu no que deu. 9 anos perdidos, US$30 bilhões pagos pela MERCEDES que viraram US$ 9 bilhões quando vendeu a CHRYSLER para o CERBERUS. E, nesses, 9 anos, os concorrentes AUDI, BMW, TOYOTA, HONDA, e até os coreanos e chineses deitaram e rolaram.

Prezado Professor Madia:
E ainda por cima transformaram um clássico como o MBenz em um carro americanizado, sem personalidade, um Mercedes-Chrysler, sem atrativos. Fizeram pior, lançaram um tal de classe B, que deve ser alusivo à classe social a que se destina. Perfeito, se não fosse patético.
Meu carro é um Fiat. E tem Stilo.