No final do primeiro semestre São Paulo ganhará, finalmente, seu primeiro OUTLET de verdade: OUTLET PREMIUM SÃO PAULO. Ao menos essa é a proposta de seus empreendedores. Por diversas vezes, no passado, outros empreendedores vieram com propostas semelhantes e rapidamente naufragaram pela falta total e completa de consistência na ativação.
O discurso jamais converteu-se em prática.
Assim, a expectativa é gigantesca. Mercado e oportunidades existem. O desafio é na ativação. Dependendo muito dos empreendedores – GENERAL SHOPPING e SEMPAR – TERRAS DE SÃO JOSÉ – e, em iguais proporções, dos lojistas; no caso, indústrias.
Vamos conferir.
Arquivo de 7 de abril de 2009
OUTLET PRA VALER?
terça-feira, 7 de abril de 2009RISCO
terça-feira, 7 de abril de 2009Ontem, a COTEMINAS, anunciou a compra de 65% da rede MMARTAN, com 80 lojas de produtos de cama, mesa e banho em diferentes lugares do país.
A história da administração moderna está repleta de exemplos. “Já que” não é um bom critério. “Já que” fabricamos o que eles vendem, vamos comprá-los e vender diretamente. Embora complementares, são dois negócios completamente diferentes. O balanço de processos semelhantes remete a tremendos fracassos em mais de 80% dos casos. Assim, não é por falta de avisos e lições que os riscos envolvidos nessa aquisição vão se confirmar. É decisivo mas não suficiente, seguir a mais importante das lições. Continuar tratando os dois negócios de forma independente, com administração própria, sem incidir nas tentações aparentemente óbvias das “economias de escala”, “sinergia”, e tudo o mais.
Mais que complementares, MERCEDES e CHRYSLER eram duas empresas de um mesmo negócio. E deu no que deu. 9 anos perdidos, US$30 bilhões pagos pela MERCEDES que viraram US$ 9 bilhões quando vendeu a CHRYSLER para o CERBERUS. E, nesses, 9 anos, os concorrentes AUDI, BMW, TOYOTA, HONDA, e até os coreanos e chineses deitaram e rolaram.
O CULPADO É O SOFÁ
terça-feira, 7 de abril de 2009A SADIA decidiu processar, judicialmente, à semelhança da ARACRUZ, seu diretor financeiro. É responsabilizado pelas apostas que deram errado e causaram um prejuízo descomunal tirando a empresa, por completo, de um eixo histórico de décadas. Renegando sua história, o legado de seus fundadores, e a confiança de milhares de famílias cooperadas.
A auditoria contratada para apurar responsabilidades – BDO TREVISAN - concluiu que o Conselho não sabia das operações.
Como diria PAULO FRANCIS, se fosse vivo, “quanta ingenuidade”.
Aonde estavam os outros diretores? Aonde estava o presidente? O que fazia o conselho?
Num dia, o diretor financeiro era herói. A tal ponto que cuidava da holding da família e da decolagem do banco Concórdia. No dia seguinte, vilão.
Como na piada de gosto discutível, o culpado era o sofá.



