Arquivo de 7 de março de 2009

BRASILIA, BLINDADA À CRISES

sábado, 7 de março de 2009

Brasília é uma das poucas cidades do Brasil e do mundo que até agora não tomou conhecimento da crise. 16% da força de trabalho da cidade é ligada ao serviço público, assim como 54% do PIB da cidade.
Enquanto na maioria das cidades, as vendas despencaram em janeiro e fevereiro, em BRASÍLIA a venda de automóveis cresceu em mais de 10%, e o varejo como um todo subiu acima dos 5%.
Em Brasília, com raríssimas exceções, não existe corte de postos de trabalho. E como funcionários públicos beneficiam-se da estabilidade, tem acesso mais fácil ao crédito.
Nos últimos 10 anos, muito especialmente na gestão LULA, os 188 mil trabalhadores públicos de BRASÍLIA receberam uma aumento médio e real de 31,6%. E isso, além dos fatores já citados, faz uma tremenda diferença.
“ILHA DE PROSPERIDADE” é pouco.

O PÁSSARO AVIÃO LEVA ANOS PARA NASCER

sábado, 7 de março de 2009

Deflagrada a crise, pé no breque, olho nas principais rubricas do orçamento, e caneta vermelha nos principais investimentos. Muito especialmente, nos que podem esperar. E assim, e muito rapidamente, as encomendas da EMBRAER foram se reduzindo. De uma fila de espera onde se pagava ágio para receber o avião mais depressa, muitos desistiram da filha, outros desistiram do sinal, e, assim, não restou outra coisa a fazer na empresa que não fosse um ajuste radical. Pela simples razão que o “pássaro” avião, diferente de outras espécies de aves, leva muito tempo para nascer, e,decolar…
Em entrevista a DINHEIRO o presidente da EMBRAER, FREDERICO CURADO, que chegou lá por uma longa carreira de dedicação exclusiva, dentre outras coisas, afirmou, 1-”A freada no nosso mercado foi muito brusca; encomendas da aviação executiva desapareceram e na aviação comercial os pedidos foram adiados…” 2 -”Hoje, um em cada cinco aviões executivos no mundo está a venda… até o ano passado tínhamos fila de espera…” 3 – “Os acionistas da EMBRAER não são apenas investidores de mercado; são fundos de pensão de trabalhadores, que dependem de um bom rendimento para suas aposentadorias…” 4 – “Simplesmente aconteceu a pior e mais perfeita das tempestades: forte contração da demanda e desaparecimento do crédito… e praticamente todas as nossas vendas são financiadas.”

A INDIGNAÇÃO DE DRUCKER

sábado, 7 de março de 2009

Em seus últimos livros, escritos antes de sua partida, DRUCKER manifestava sua profunda indignação com os bônus milionários que os executivos recebiam, muitas vezes, a custa de lucros produzidos pela dispensa de milhares de empregados. A crise que stamos vivendo escancara esse absurdo, essa perversão.

O quebrado LEHMAN BROTHERS, pagou a seu principal executivo, RICHARD FULD JR., no correr de menos de 10 anos, a bagatela de US$250 milhões – pouco mais de US$25 milhões/ano. Naufragou sufocado em dívidas, tendo perdido apenas no primeiro semestre de 2008 US$2,3 bilhões. O falido BEAR STEARNS, pagou a seu executivo JAMES CAYNE, também em quase 10 anos, US$290 milhões; e, depois, quebrou! São muitas dezenas de situações e histórias como essas.

Como se possível fosse, uma única pessoa, ser responsável quase que integralmente e na proporção do bônus que receberam nesses anos todos, pelo sucesso. Durante 20 anos o mundo se esqueceu do verdadeiro significado da palavra empresa.

BERNIE MADOFF

sábado, 7 de março de 2009

Alguns livros serão escritos sobre a trajetória de BERNIE MADOFF. Os direitos de levar a história para as telas já alcança lances bilionários, como sempre foi a escala dos valores do “gênio do mal”. Até hoje todos os comentários referem-se a um golpe de US$50 bilhões. Eu, depois de ler tudo sobre o assunto, multiplicaria esse valor, no mínimo, por 10.
Nos jornais de hoje, assim como já fizera o SANTANDER, o SAFRA reconhece sua responsabilidade e se dispõe a ressarcir seus clientes.
De qualquer maneira, durante anos, os gestores de investimentos enfrentarão enorme dificuldade em recuperar a confiança mais que quebrada de seus clientes, mega clientes, da colonia judaica em todo o mundo.
BERNIE MADOFF, e seu amigo J.EZRA MERKIN, gestor dos principais fundos de benemerência da SINAGOGA da 5a. Avenida (NYC), feriram profundamente a confiança de seus amigos. Detonando toda a caminhada exemplar da família MERKIN nos EUA, a partir dos exemplos do patriarca HERMANNN.
Quem quiser conhecer um pouco mais sobre toda essa história e que ainda vai longe, recomendo a compra do exemplar da revista NEW YORK MAGAZINE, que está nas principais bancas de revistas das capitais brasileiras, tendo “BERNIE MADOFF, MONSTER”, na capa.