“VENDA PREDITIVA”?!!! QUANTA BOBAGEM…

24 de agosto de 2014

De uns anos para cá, algumas instituições de benemerência decidiram invadir a privacidade das pessoas. Muitas delas, de cunho religioso, enviam cartas fazendo pedidos, e já mandando, antecipadamente, medalhinhas ou crucifixos de “presente”. Claro, quem recebe não precisa devolver mas, fica na maior saia justa em jogar o “presente” no lixo. Afinal, trata-se de uma medalhinha…

Na COPA a NETSHOES decidiu arriscar usando técnica semelhante, e que muitos denominam de uma bobagem chamada de VENDA PREDITIVA. Isso mesmo, o que os bancos e cartões fizeram durante um bom tempo mandando seus plásticos para pessoas e empresas que jamais os solicitaram. E deu no que deu. Processos, constrangimentos, revoltas, condenações, multas e, muito especialmente, marcas atiradas no lixo.

O que fez a NETSHOES e no desespero em que se encontra na busca lancinante por investidores e para aumentar as vendas? Decidiu selecionar um grupo de pessoas, que pelas informações coletadas em seu database, mais uma varrida supostamente criteriosa no digital, nos big data, estivessem propensas e receptivas a uma oferta “irresistível”. Na tal da “VENDA PREDITIVA”.

E assim prepararam um kit sob o tema “VIVA O FUTEBOL COMO NUNCA” contendo a bola oficial da Copa (Adidas), uma camisa da Seleção Brasileira com o nome ou apelido da pessoa gravado nas costas (NIKE). E um roteiro do que deveria fazer se desejasse efetuar a compra ou descartar a oferta.

DINHEIRO foi conferir o eventual sucesso da grosseria. E tudo o que a empresa contou, sem entrar em números foi que “passamos a conhecer ainda melhor nossos clientes e o comportamento dos diferentes públicos… percebemos que alguns perfis de consumidor estão muito abertos a esse tipo de iniciativa inovadora no País”.

O consumidor 2.0, nós, da flux generation, não quer, em hipótese alguma ser invadido, interrompido, incomodado. Quem quiser vender para nós que trate de ficar esperto e disponível – avaiable. Se quisermos, quando quisermos, onde quisermos, quanto quisermos, como quisermos, entramos em contato. Jamais nos mandem medalhinhas, santinhos, bolas de futebol e camisas de clube. Além da suposta “preditividade” da venda não se confirmar, o gosto amargo e a revolta permanecerão por um longo tempo; talvez, para sempre.  Gol contra.

INSEGURANÇA NOS VOOS: UM OUTRO TIPO DE ERRO HUMANO

24 de agosto de 2014

Em termos relativos, o índice de acidentes de voos com os aviões pequenos, executivos, também chamados de jatinhos, é significativamente maior – para não falar infinitamente – que os acidentes com os grandes aviões, os de carreira, tipo BOEING, AIRBUS, EMBRAER. Quais seriam as razões? A maior dentre todas, nas conversas com os pilotos em horário de folga e sob a condição do anonimato, é, A VOZ DO DONO. Isso mesmo, os jatinhos têm proprietários que colocam sua personalidade, pressa, açodamento, irresponsabilidade, acima, muito acima do procedimentos padrões.

Na LABACE 2014, feira mundial da aviação executiva que aconteceu em São Paulo, e ainda sob o impacto do mergulho mortal e acelerado do CESSNA CITATION que conduzia EDUARDO CAMPOS e membros de sua equipe mais piloto e copiloto, DINHEIRO enviou o editor MÁRCIO KROEHN e o editor assistente RODRIGO CAETANO para irem fundo no assunto, e aferirem as razões maiores do chamado RISCO DOS JATINHOS.

Claro, nenhum dos pilotos que abriram o coração com KROEHN e CAETANO concordou em revelar sua identidade, considerando que mesmo próspero e crescente, o mercado é restrito e o risco de marcas definitivas e não ter mais onde trabalhar é permanente. Mas, foram unânimes em afirmar que o maior fator de risco é… O PROPRIETÁRIO. Via de regra alguém com origem humilde, que faz sucesso e ganha muito dinheiro, decide comprar um jatinho e se sente uma espécie de todo poderoso: “Ao contrário das linhas aéreas regulares, onde quem está fechado na cabine controla e toma suas decisões sem a interferência dos passageiros, nos jatinhos particulares e alugados, a decisão muitas vezes não está com aquele que tem o manche sob controle…”. De cada 3 pilotos que concordaram em conversar com DINHEIRO dois confessaram serem obrigados a pilotar em condições extremas – tanto em decolagens, como em aterrissagens.

Segundo esses pilotos, via de regra, a ordem não vem de forma direta; vem através de desafios: “tenho certeza que você consegue pousar ali”… E muitos pilotos, desafiados, não resistem…” Aceitam para mostrar que são capazes de realizar a manobra, mesmo que a situação coloque todos em perigo”. Pior ainda, e na pressa, os proprietários não exigem que seus pilotos realizem os procedimentos básicos e previstos no checklist que precede toda a decolagem. O mínimo de tempo que um checklist demanda é 15 minutos, mas, o proprietário está com pressa…Para a próxima reunião, fechamento de negócio, show, comício, voltar para casa.

Conclusão, se nos voos convencionais das grandes aeronaves, muitas vezes ou, na maioria das vezes, as tragédias decorrem de erros humanos, no território dos jatinhos quase sempre isso acontece. E os “humanos” culpados nem sempre são pilotos e copilotos. São  proprietários novos-ricos que obrigam, ou, induzem, seus profissionais contratados, a missões temerárias e até mesmo impossíveis.

OS ECONOMISTAS DE MARINA

23 de agosto de 2014

Nas revistas semanais algumas luzes sobre os economistas que estarão ao lado de MARINA SILVA, em uma eventual vitória. ANDRÉ LARA RESENDE, ex-presidente do BNDEs, e um dos pais do PLANO REAL que trouxe, finalmente, estabilidade para a economia brasileira; e, EDUARDO GIANNETTI, autor de livros emblemáticos onde mistura com extraordinária competência e sensibilidade economia com filosofia na busca de desvendar muitos dos segredos e idiossincrasias de um povo – nós – mestre na ciência e na arte de se auto enganar. Entrevistados pelo repórter especial de ÉPOCA, JOSÉ FUCS, comentaram sobre o que MARINA irá encontrar, caso vença.

EDUARDO disse: “O WARREN BUFFETT diz que você só descobre que está nadando pelado quando a maré baixa… O Estado brasileiro não cabe dentro do PIB”. E relaciona os quatro grandes paradoxos do governo DILMA: “1 – o governo estatizante quebrou as duas principais estatais do país, a PETROBRAS e a ELETROBRAS; 2 – o governo com viés nacional desenvolvimentista foi responsável pela maior desindustrialização da história; 3 – o governo com a bandeira de reduzir juros entregará o país com a taxas maiores do que pegou; e 4 – o governo com a bandeira do crescimento entregará um crescimento que  só será maior que o de COLLOR e de FLORIANO PEIXOTO no início da República…”.

LARA RESENDE disse: “O governo DILMA tinha a pretensão da eficiência executiva para dar um novo salto desenvolvimentista. Fracassou porque tem uma visão anacrônica tanto dos objetivos, como dos métodos para alcançá-los. Acredita que o desenvolvimento ainda depende da industrialização, voltada para o mercado interno e liderada pela ação do Estado, como na metade do século passado”.

Pela manifestação dos economistas de MARINA, e pelos de AÉCIO, impõe-se a transição do poder no Brasil já, sob pena de caminharmos de forma inexorável e suicida, em direção ao abismo, caos, escuridão. Nem a saúva fez tanto mal ao Brasil como os desgovernos do PT.

O DIA EM QUE VOVÔ DURVAL CHEGOU ATRASADO À FESTA DE SEUS 70 ANOS

22 de agosto de 2014

DIÁRIO DE UM CONSULTOR DE EMPRESAS

Desde o início do MADIAMUNDOMARKETING, há quase 35 anos, decidimos oferecer a todos os nossos clientes os serviços de Assessoria de Imprensa. Uma Assessoria de Imprensa diferenciada porque o tempo todo sob a ótica do marketing e com uma visão de resultados. Levantando pautas, induzindo pautas, jamais perguntando às empresas clientes o que tinham para divulgar, mas antecipando-se e levando todas as oportunidades e recomendações. E assim continuamos até hoje.

Um de nossos queridos clientes no início dos anos 1980 era a NOVAGÊNCIA. Quem nos contratou foi um de meus melhores amigos e que se despediu precocemente, o ALFREDO ROSA BORGES, a quem homenageio neste momento. Um dia me contou que seu pai, DURVAL ROSA BORGES faria 70 anos e que pretendia colocar 3 outdoors, em nome de seus filhos – netos de DURVAL – em sua trajetória, e no dia do aniversário, com os dizeres, “PARABÉNS, VOVÔ DURVAL”. Perguntei a ele se concordava que tentássemos pautar algum veículo de comunicação dado o inusitado da iniciativa e toda a componente de amor e carinho no gesto. ALFREDO ainda ponderou, “será que alguém vai se interessar?”

Começamos o interessamento pela GLOBO. Topou! E, como de hábito, pediu exclusividade. No dia do aniversário colocou uma equipe próxima de um dos outdoors e todos rezando para que o VOVÔ DURVAL visse e lesse a mensagem, LEU! PAROU! EMOCIONOU-SE! E foi entrevistado pelo repórter da GLOBO.

Quando os ventos sopram a favor… Naquele dia a pauta dos jornais era um deserto. A matéria do VOVÔ DURVAL foi destaque no JORNAL DA MANHÃ; Depois repetida no JORNAL HOJE; depois repetida no SP TV; e finalmente, ocupou 3 minutos do JORNAL NACIONAL. Naquela noite VOVÔ DURVAL comemoraria seus 70 anos no BUFFET FRANÇA, avenida Angélica, na cidade de São Paulo. Horário marcado, 20:00 horas. Até as 22:00 VOVÔ DURVAL não conseguia sair de casa. Seus amigos que não via há décadas, e informados pelo JORNAL NACIONAL, não paravam de ligar de todo o Brasil. E ainda não existiam os celulares. E a matéria da GLOBO repercutiu em todos os principais jornais do país. Em muitos deles, no dia seguinte, era a matéria de capa…

Em tudo o que fazemos no MADIAMUNDOMARKETING temos uma espécie de mantra, e que recebemos ou de JEAN COCTEAU, ou de MARK TWAIN porque até hoje persiste uma polêmica sobre o autor da frase. Mas, a frase que é nosso mantra, diz, “COMO NÃO SABIA QUE ERA IMPOSSÍVEL FOI LÁ E FEZ”.

Acreditamos que sempre é possível. E corremos atrás. Hoje nossos serviços de assessoria de imprensa são comandados por um dos mestres da comunicação, o jornalista DANILO NARDI, responsável pela unidade de negócios MCE – MADIA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL.

BROOKE MACNAMARA X MALCOLM GLADWELL

17 de agosto de 2014

Em livro recente, o ficcionista sobre razões de sucessos e outras histórias instigantes, MALCOLM GLADWEEL, formulou uma tese e forçou a mão com exemplos emblemáticos que supostamente dão razão e sentido ao que afirma: todos os que se destacam por uma atuação fenomenal – os OUTLIERS (FORAS DE SÉRIE) -, além de outras qualidades e competências, chegam lá a partir de no mínimo 10 mil horas de dedicação e trabalho duro. Relaciona, dentre outros, BILL GATES, BEATLES, MOZART. 10 mil horas que equivalem a três horas por dia ou 20 por semana de treinamento intermitente no correr de 10 anos.

Já BROOKE MACNAMARA, professora de psicologia na CASE WESTERN RESERVE UNIVERSITY, e dois de seus amigos psicólogos, decidiram analisar mais de 80 estudos publicados no mundo inteiro sobre o assunto, em busca de uma eventual verdade, e publicaram as conclusões desse estudo na revista PSYCHOLOGICAL SCIENCE do mês de julho 2014. EXAME foi atrás de BROOKE e EDUARDO SALGADO a entrevistou. O que disse sobre o livro e as conclusões de MALCOLM GLADWEEL: “Não tem nada de mágico em 10 mil horas de treinamento. Na verdade, a prática exigida varia de acordo com a tarefa. Algumas atividades precisam de muito mais horas. O tempo necessário também depende da pessoa. A ideia de que a dedicação é tudo tem muito apelo. As pessoas querem acreditar que qualquer um pode alcançar o que quiser. É igualitário achar que, com muito empenho e treino, somos todos capazes. Mas infelizmente não é bem assim. Só o esforço não basta”.

E, concluiu, dando um fim a discussão, e retornando GLADWELL a seu território de ficção, onde é um craque, “Não dá para simplificar tanto assim. Há muitos fatores envolvidos em determinar quem vira um excepcional. Também depende da área de atuação. Num jogo de xadrez, os jogadores que tiverem herdado uma inteligência maior e uma memória melhor terão vantagens. Mas a outros fatores que determinam o sucesso. Experiência é um deles. Com base em nosso estudo derrubamos a noção de que a quantidade de tempo dedicado à prática é o principal responsável pelo sucesso”.

Na minha atividade específica, consultoria, a prática permanente e no correr de décadas faz uma tremenda diferença. Se a cabeça permanecer boa,  consultores, assim como os vinhos devidamente conservados, quanto mais velhos, melhores.

VER E ENXERGAR

16 de agosto de 2014

Onde a maioria vê problemas, WALTER vê soluções. Onde quase todos veem fraquezas, WALTER vê forças. Onde todos veem e dão as costas a desafios, WALTER só vê oportunidades. Esse é o engenheiro WALTER TORRE.

Durante mais de uma década os mais importantes incorporadores, construtores, empresários do mercado imobiliário do país, passaram em frente infinitas vezes diante de um mesmo fantasma. E só conseguiam vê-lo como um fantasma.  Um esqueleto de concreto abandonado na MARGINAL PINHEIROS – ex-futura sede da ELETROPAULO na VILA OLÍMPIA – num dos, ou no ponto mais valorizado da cidade. Mas, segundo todos, micado.

WALTER TORRE enxergou oportunidade. Foi e comprou. Incorporou. Edificou, Empreendeu.  E hoje lá se encontram a sede do SANTANDER, o Shopping Center mais metido da América Latina – o JK IGUATEMI – e outros edifícios corporativos.

Agora o mercado imobiliário volta a parar. Muitas e muitas interrogações no ar. Preços caindo entre 10% e 20%, imóveis sendo devolvidos, oferta crescente, demanda retraída, ou seja, nuvens negras no horizonte. Em meio a esse provável vendaval onde o mais sensato seria não fazer nada, onde a maioria vê desafios intransponíveis, WALTER volta a ver oportunidades. Acaba de comprar um mega terreno do WALMART na zona sul de São Paulo, em parceria com o BTG PACTUAL, onde pretende construir 6 torres corporativas, mais um shopping e um hotel.

Tomara que, e uma vez mais, tenha enxergado certo. E que a maioria esteja vendo de forma errada.

CABEÇA DE ALFINETE

16 de agosto de 2014

A cada dois ou três meses retorna a discussão sobre o futuro dos livros digitais. Neste momento muito se comenta em função da SARAIVA – rede de 114 lojas em todo o país mais um parrudo comércio eletrônico – ter decidido lançar seu e-reader LEV. Em entrevista a DINHEIRO seu CEO, MICHEL LEVY explica seu otimismo: “Não se trata apenas da semente da SARAIVA do futuro; a digitalização do conteúdo é um processo inexorável”.

Tudo muito bom, tudo muito bonito não fosse um pequeno detalhe: o brasileiro respeita os livros, acha os livros bonitos, gosta de olhar os livros, chega até a soletrar os títulos, dá livros de presente, eventualmente, e num esforço extraordinário, folheia-os, MAS, NÃO COMPRA! E nas pouquíssimas, raras mesmo, vezes em que não resistiu a tentação, NÃO LEU.

Apenas isso. Então todo esse papo e discussão é passar anos e anos falando sobre a relevância da cabeça do alfinete. E olha que a cabeça do alfinete, para o que se destina, até que tem uma certa importância.

O problema não são os e-readers, os e-books, os gadgets, o acervo de livros e publicações que agora já são muitas e consistentes. O problema é que o brasileiro gosta de livro, mas não compra porque não gosta de ler. Tem preguiça de ler. Desde priscas eras quando não existiam outras alternativas para as horas livres. O que dizer-se agora que pelas horas livres brigam milhares de outras alternativas mais interessantes, lúdicas, confortáveis, prazerosas, preguiçosas, que não exigem pensar, e não causam desconforto físico  e emocional.

Quem acabou de escrever estes comentários é absolutamente dependente dos livros. Não sabe dar dois passos sem carregar três livros na pasta e manter sempre de 10 a 20 por perto. Ao alcance da mão. Adoraria que a realidade fosse outra. Mas, não é. Brasileiro e livro não fazem parte do mesmo clube. Quem sabe um dia, quando educação for prioridade pra valer…

O ASSALTO MEDIANTE TERCEIRIZAÇÃO ILEGAL

16 de agosto de 2014

A operação MAIS MÉDICOS do MINISTÉRIO DA SAÚDE  da dupla DILMA/PADILHA apresentou o seu balanço de primeiro ano. Os primeiros médicos de CUBA desembarcaram no Brasil em agosto de 2013. Rasgando a Constituição e a Legislação Trabalhista, o Governo brasileiro terceirizou a um “país amigo” via OPAS, os serviços de saúde que deveria prestar aos cidadãos do país. A forma que o PT encontrou de repassar dinheiro para CUBA. Os números são os seguintes: O Brasil investiu – ou gastou, ou doou – R$1,5 bilhão. R$260 milhões pagos por CUBA aos médicos, R$75 milhões de comissão para a OPAS – que foi quem esquentou o dinheiro – e R$1,16 bilhões para o governo cubano. No ambiente corporativo qualquer empresa que se metesse numa falcatrua dessas seria multada e o empresário corria elevados riscos de arcar com seu patrimônio e ir para a prisão. O governo do PT pode. Está acima, muito acima da lei que prometeu e jurou cumprir.

VERGONHA DE SER BARRA FUNDA

16 de agosto de 2014

Nos jornais de hoje um novo lançamento imobiliário. MAC CONSTRUTORA E INCORPORADORA. Denominação do empreendimento, COSMOPOLITAN HIGIENÓPOLIS. Empresa de vendas, LOPES. Título do anúncio, CHARME DE HIGIENÓPOLIS. Vou atrás do endereço, RUA OLIMPIA DE ALMEIDA PRADO, 27. Consulto o guia e vem a informação: nem HIGIENÓPOLIS, nem SANTA CECILIA; Simplesmente, BARRA FUNDA. Eu ficaria feliz e me orgulharia muito de morar na BARRA FUNDA. Um bairro da cidade de São Paulo mais que emblemático. Onde, de certa forma, nasceu a SEMANA DE ARTE MODERNA, onde moravam o CIRCO e o PALHAÇO PIOLIM, onde era a velha e boa várzea do futebol dos finais de semana. Servido por trem e por metrô. Comércio a vontade.  As incorporadoras e as empresas de vendas morrem de vergonha de ser BARRA FUNDA. Mentem, forçam a barra, confundem, praticam uma espécie de perversão burra, desnecessária, injustificável. Qual a razão de tanta estupidez? O título do anúncio, ao invés dessa bobagem e estelionato CHARME DE HIGIENOPOLIS deveria ser ORGULHO DE SER BARRA FUNDA. E, pelo amor de Deus, não me venham dizer que isso é “marketing”. Isso é gatunagem de terceira.

AIRBNB EM FATOS E NÚMEROS

10 de agosto de 2014

Já comentamos sobre o AIRBNB – Air, Bed e Breakfast – em diversos artigos, e agora voltamos com mais alguns fatos e números, a partir da matéria de capa deste mês de ÉPOCA NEGÓCIOS – mais que recomendo sua leitura a todos.

Como vocês sabem ou se lembram, esse “monstro” AIRBNB que está “destruindo” a indústria hoteleira é um singelo e prosaico aplicativo. Criado em São Francisco, por 3 amigos que precisavam de algum dinheiro para atenuar as despesas de morar naquela cidade, conforme contei em comentário anterior: “3 estudantes de design, NATHAN, BRIAN e JOE. Sobra mês e falta dinheiro para pagar o aluguel do apartamento onde moram em SÃO FRANCISCO, CALIFÓRNIA, USA. Vai ter um mega evento de design na cidade. Hotéis lotados. Para descolar uma grana e atenuar o aperto “loteiam” o apartamento. Sentam no computador e criam uma primeira versão do SITE. Nasce, naquele momento, um dos negócios que mais arrebenta com a estrutura convencional de todo um setor de atividades. Nasce naquele momento o AIRBNB. Em menos de 7 anos, a sexta maior rede de hospedagens do mundo – uma rede social – sem possuir um único imóvel, e avaliada em alguns bilhões de dólares. Por enquanto só perde para o INTERCONTINENTAL, MARRIOTT, HILTON, WYNDHAM, mas já é maior que a STARWOOD, em número de quartos. Mas, antes de completar 10 anos não perderá mais para ninguém…”.

Agora, os fatos e números de ÉPOCA NEGÓCIOS:

- Já é – sem jamais ter construído um hotel e sem ter um único quarto – É APENAS E TÃO SOMENTE UM APLICATIVO – já é, repito, a maior empresa global de hospedagem – uma rede com mais de 800 mil quartos em praticamente todos os cantos do mundo – ultrapassando o INTERCONTINENTAL (688 mil quartos), HILTON (685 mil quartos) e  MARRIOTT (675 mil quartos).

- Dos 120 mil visitantes estrangeiros que vieram ao Brasil para a COPA DO MUNDO, 20% hospedou-se através do AIRBNB.

- Em 2010, quando completou seu terceiro aniversário, o AIRBNB totalizou 100 mil noites de hospedagem em todo o mundo no mês de janeiro. No mês de dezembro, 2010, 800 mil noites; Em fevereiro de 2011 ultrapassou o 1 milhão de noites de hospedagens. Em outubro de 2011, 3 milhões. Janeiro de 2012, 5 milhões. Junho de 2012, 10 milhões…

- Do primeiro milhão de hóspedes através do aplicativo em setembro de 2011, a 15 milhões, em junho de 2014.

- Dos 100 mil espaços disponíveis em todo o mundo de janeiro de 2012 (quartos, apartamentos, casas…) para 850 mil em julho de 2014.

VANTAGEM COMPETITIVA – Além de em média os preços através do aplicativo serem 45% mais baixos do que os praticados pelos hotéis, “ao ficar na casa de um morador – como fez o turista ROBIN BROWN durante a Copa e hospedado na casa da brasileira PRISCILLA DIAS, na região do Sumaré na cidade de São Paulo -, o hóspede tem uma experiência mais próxima de quem mora na cidade. Segundo BROWN, PRISCILLA e seu marido GABRIEL “tornaram minha experiência em São Paulo muito mais fácil. Me ensinaram palavras básicas em português, aonde ir, áreas que não eram seguras… de tão cheios e ocupados os hotéis não têm tempo de melhorar sua experiência pessoal.

DESVANTAGEM COMPETITIVA, segundo as redes de hotéis – o AIRBNB não oferece e muito menos garante o mesmo dos hotéis. Os hotéis “são submetidos à regras específicas de segurança contra incêndios e outros itens e suas instalações são fiscalizadas antes de ser autorizados a funcionar”, segundo o presidente da Associação de Hotéis, BRUNO OMORI: “Se o hóspede vai ficar num lugar e não sabe a localização nem se tem seguro, pode estar entrando numa grande roubada… pode ainda cair num espaço mal localizado, em que talvez não haja roupa de cama e banheiro, sem atestado de bombeiro…”.

O jogo apenas começou. Mas, o negócio de hospedagens no mundo nunca mais será o mesmo depois do AIRBNB. Muitos hotéis inclusive – vide GRUPO ACCOR – estão reconsiderando e reposicionando radicalmente a experiência que oferecem a seus hóspedes. Hoje o AIRBNB possui 10 escritórios pelo mundo – um na cidade de São Paulo – já recebeu mais de US$700 milhões em investimentos, os que utilizam seus serviços são 90% de turistas para uma permanência média de 5 dias. 60% a 70% dos hóspedes deixam uma avaliação. A grande maioria, positiva, muito positiva. Hospedaram-se e ainda construíram novas e sólidas amizades.