NA PRESSA, CHEGAMOS ANTES

20 de julho de 2014

Houve um tempo, décadas atrás, que as pessoas nasciam naturalmente. Na maioria das situações, pelas mãos de uma parteira, nas casas, e sobre a proteção de orações para que nada saísse do normal caso contrário… Não haveria como socorrer.

Hoje as pessoas nascem com data marcada. Claro que, e mesmo não natural, e por tudo o que se evoluiu, as taxas de mortalidade infantil caíram substancialmente. Mas, e mesmo assim, casais abusam e expõe seus filhos a riscos que jamais deveriam assumir. Mesmo porque, tem um dia que as coisas não dão certo, o risco converte-se em realidade, e como diz a música, uma vida inteira para se recriminar e arrepender. Muitas vezes ao lado de uma criança com limitações. Definitivas.

Claro que outros fatores induziram a partos com dia e hora marcados. O principal deles, a viabilidade econômica. Se todos os partos ocorressem naturalmente, e o ritmo da vida fosse respeitado, médicos e equipes ao invés de 3 ou 4 partos num mesmo dia ficariam restritos a 1 ou 2 por semana. E passaria a ser recorrente a falta de vagas em maternidades. Só que, de uma necessidade decorrente das carências, possibilidades e limitações dos tempos modernos, passou-se a agregar outros fatores que em hipótese alguma deveriam agendar nascimentos.

Em matéria recente da FOLHA, onde se constata que 82% dos partos nas redes privadas são cesarianas, a surpresa e absurdo de saber que os fatores que mais determinam as datas dos nascimentos, hoje, são a numerologia, horóscopo, datas cabalísticas e coincidentes. Ou seja, a superstição assume o comando do processo. Definitivamente, estamos diante de um absurdo.

34% das mulheres fazem o parto antes de ter os sinais correspondentes. A maior parte atribui essa decisão a vontade incontrolável de escolher o signo do filho. É o que revela o estudo NASCER NO BRASIL da FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ. Lembram os médicos que todos os que agendam a cesárea desconhecem, com a necessária exatidão, a idade gestacional do bebê. E, como tal, a criança pode nascer prematura.

Na matéria assinada por GIOVANNA BALOGH a FOLHA foi ouvir algumas mães que forçaram a barra e se arrependeram. “Quando constatei que seria leonino mudei de ideia na hora porque acho leão um signo muito dominador e egoísta”, e, ou, “agendamos o parto do segundo filho para o mesmo dia do primeiro; era o seu presente de aniversário”, e, ou, “queria que meu filho fosse do signo de câncer e tivesse as mesmas características e inteligência do filho mais velho”.

Em todos esses exemplos muitos problemas se revelaram nos primeiros anos de vida da criança. E, como disse uma das mães apressadas, “a saúde de nosso filho ficou fragilizada até os 6 anos  por causa da prematuridade. Se fosse hoje esperava o parto normal ou algum sinal de que estava pronto para nascer”.

De resto, o que é mais importante, para os que acreditam e deixam se guiar por datas e efemérides, a data da concepção, ou, a data do parto? E o respeito à criança, e o amor do casal, que proporção e peso têm na decisão?

A MAIOR DAS CRÍTICAS

20 de julho de 2014

Em seu comentário desta semana, última página de VEJA, ROBERTO POMPEU DE TOLEDO, logo na abertura, registra contundente e mais que procedente crítica à publicidade que se faz hoje no Brasil: “Um anúncio da safra da copa…Anúncio de quê, mesmo? Houve tempo em que os anúncios iam direto ao ponto – BEBA COCA-COLA. Hoje a criatividade sufoca as marcas”.

OS VENTOS DA “MUDANÇA”

20 de julho de 2014

GILMAR RINALDI era um goleiro médio. Usava uma grande pulseira de prata no pulso e outra no pescoço. Saiu-se melhor como empresário de jogadores do que como goleiro profissional. Empresariar jogadores significa ter interesses. Mesmo que, e como alegou, tenha encerrado suas atividades nesse território. As promessas, independente da ênfase, não convencem. As amizades não se desfazem, as tentações rondam, mais cedo ou mais tarde cairá em alguma. Portanto, jamais deveria ser escolhido para comandar a SELEÇÃO, e, se verdadeiramente pede crédito e respeito, faria infinitamente melhor se não tivesse aceitado o convite. Para piorar, e segundo a imprensa, deve ressuscitar DUNGA. Sem a elegância e sensibilidade de SCOTT FITZGERALD, sem o fascínio de GATSBY, o que vemos no Brasil de hoje, de LULAS, DILMA, PT, HADDAD, PODRES E MADUROS, BOLIVARIANISMO e, quem sabe DUNGAS, é que em tempos de renovação e mudança, insistimos em prosseguir, “barcos contra a corrente, arrastados incessantemente para o passado”. O trem está em ré, desnecessariamente, mesmo porque o declive já é acentuado. Mas os incompetentes e burocratas não se cansam de dar uma forcinha. Se querem se matar, respeitamos; mas nos levar juntos, jamais.

VENDENDO A PÁTRIA MÃE

20 de julho de 2014

Primeiro importaram os médicos e a ideologia; depois usaram o dinheiro do povo brasileiro e que se encontra depositado em mãos hoje não confiáveis – BNDES – para financiar a construção de portos em Cuba quando os nossos caem aos pedaços. Depois fizeram um cambalacho esperto onde só um dos lados se ferra e o outro só goza para protagonizar um dos maiores escândalos da história do Brasil, e que é a “joint-fake” VENEZUELA/BRASIL, na refinaria Abreu e Lima. Enquanto isso, o nove dedos usava as instalações públicas do país e do povo brasileiro para todos os tipos de práticas sexuais com sua namorada, pagando os serviços com facilidades para os amigos dela – essa história ainda não acabou, revelações estarrecedoras chegarão à imprensa nas próximas semanas. E agora, não contentes com esse desrespeito e pouca vergonha, cedem uma das residências oficiais do país, a GRANJA DO TORTO, para que CUBA e VENEZUELA se confraternizem em solo brasileiro. Primeiro a ex-primeira dama plantou uma estrela do PT nos jardins do palácio. Agora DILMA cede, independente da indignação dos cidadãos brasileiros, território pátrio para as falcatruas bolivarianas/comunistas. E o Ministério Público, vai assistir impassível mais essa infâmia? E a oposição, vai se conformar dando de ombros e dizendo que “infelizmente é assim mesmo”? E você, cidadão, vai continuar dando o sangue e suor de seus dias para patrocinar farras em Brasília entre um podre e outro maduro? Vai permitir que DILMA ofereça o nosso território aos pilantras vizinhos?

É MUITO URGENTE?

13 de julho de 2014

Embananou! Empresas perdidas, líderes obnubilados, jovens ensandecidos. Melhor parar tudo do que tentar-se fazer o que quer que seja. Até porque se entende e traduz-se, mediante comportamento, pinel por tabaréu.

Matéria de capa de VOCÊ S/A traz pesquisa inédita realizada pela ROBERT HALF com 1022 profissionais brasileiros. A principal conclusão da pesquisa é que 54% deles afirmam “gastar mais tempo com tarefas urgentes do que com as importantes”. Será? E se sim, por que concedem?

Segundo a pesquisa, e esses mesmos profissionais, a “urgência” decorre de “ordens do chefe de última hora” – 58%; “excesso de e-mail” – 49%; “reuniões inesperadas” – 45%; “ficam enrolados com telefonemas de clientes” – 30%, e “chegada de novos projetos” – 16%.

Deu pra entender o tamanho do embrulho? Chefes continuarão dando ordens de última hora ou por incompetência ou para colaboradores que não se posicionam; e.mails continuarão em excesso para profissionais que não conseguem separar o verdadeiramente relevante do absolutamente irrelevante; não existem reuniões inesperadas, apenas as necessárias e as inópias; projetos novos, desde que consistentes, são sinal de saúde; e ficar enrolado com telefonemas de clientes é não entender que o cliente é a razão de ser da empresa e assim não merece essa desconsideração, comentário, e muito menos, sentimento. Fica-se enrolado, de verdade, quando o cliente não liga.

Em momentos de transição como o que estamos vivendo, o sentido de urgência, mais que necessário, é vital para todas as empresas. Como nos ensinou, ZIGMUND BAUMANN, quando se vive sobre gelo fino – e é como vivemos nestes anos de transição – o que nos salva é a rapidez. Assim, o sentido de urgência é ser rápido; jamais apressado. Até mesmo e porque, e como nos ensinaram outros filósofos mais populares, “a pressa passa e a merda fica”.

VOCÊ S/A faz uma série de recomendações para atenuar o que chama de “incêndios”. Limito-me a uma única. Sentar, conversar, e repactuar a relação. Enquanto as duas partes não se conscientizarem que as coisas continuarão assim por muitos anos mais, e se dispuserem a um trabalho colaborativo e de respeito mútuo, não se chegará a lugar algum. E muito especialmente os profissionais mais jovens, continuarão entrando por uma porta e saindo por outra; muitas vezes, no mesmo dia; algumas vezes, na mesma manhã. Dizendo bom dia, tomando um café, arrumando as coisas, e indo embora.

EDUCAÇÃO, O DESAFIO

13 de julho de 2014

Alguém tem que pagar a conta. E se alguém é o único beneficiário desse investimento, realizado mediante contratação de empréstimo, cabe a esse alguém correr atrás e quitar o débito. O que não é justo, como ainda acontece no Brasil, é a totalidade de contribuintes continuarem bancando a faculdade de milhares de jovens que poderiam pagar – ou por seus pais terem dinheiro, ou por realizarem empréstimo para essa finalidade. A questão é complexa mas evita-se sua discussão no Brasil. Talvez a velha e lamentável crença que tudo se resolve naturalmente; não se resolve.

No ESTADÃO de hoje um quadro completo sobre a situação do ensino superior na mais rica e poderosa nação do mundo, os Estados Unidos da América. Lá não existe faculdade grátis! Quem almeja graduar-se, tem que pagar. E como as escolas são caras, parcela expressiva dos jovens recorre aos financiamentos.

Hoje 38 milhões de americanos são devedores do crédito estudantil. A média da dívida desses 38 milhões é de US$24,8 mil. E, na medida em que lutam para quitar seus débitos, a maioria dos jovens adia todos os demais sonhos. A correspondente do ESTADÃO em WASHINGTON, CLÁUDIA TREVISAN descreve o cenário: “O sonho da casa própria não frequenta o imaginário de MICHAEL PRESLEY. Aos 31 anos, ele é um dos 38 milhões de americanos que contraíram empréstimos para bancar a universidade, o tipo de financiamento que mais cresceu nos ESTADOS UNIDOS na última década. Hoje, o débito estudantil supera o de cartões de crédito e os gastos com a compra de carros e é apontado como um dos fatores que seguram o ritmo de crescimento do mundo. Endividados, muitos jovens adiam o momento de criar uma família ou abandonar repúblicas para mergulhar na vida adulta, com impacto negativo no mercado imobiliário”.

Na matéria de CLAUDIA a informação de que BARACK e MICHELLE OBAMA só conseguiram quitar os empréstimos que fizeram para cursar a universidade no ano de 2004. Deviam aproximadamente US$80 mil que saudaram quando OBAMA venceu a eleição para o senado americano.

Ainda na mesma matéria o depoimento de MICHAEL PRESLEY, um jovem que precisou recorrer aos financiamentos por duas vezes – US$20 mil, e, depois, US$50 mil – no ano de 2000, e ainda hoje deve US$80 mil: “Se eu não tivesse o empréstimo estaria provavelmente trabalhando em um posto de gasolina ou em um supermercado”.

Quando vamos tratar com seriedade e responsabilidade o desafio da educação no Brasil?

HÁ 18 ANOS O DIGITAL LIMITAVA-SE AO RELÓGIO E AO SOM; HOJE PASSAMOS 3h39 POR DIA NAVEGANDO…

12 de julho de 2014

“Nosso céu onde estrelas cantavam de repente ficou mudo, foi-se o encanto de tudo, quem sou eu, que é você?” HAROLDO BARBOSA e LUIZ REIS não tinham a mais pálida ideia de que quando compunham a canção MEU NOME É NINGUÉM, premonitoriamente estivessem pautando os anos que viveríamos – os de agora – muito lá para frente. Começavam dizendo, “Foi assim, a lâmpada apagou, a vista escureceu…” e só agora,52 anos depois da música, e 18/20 da internet, as coisas começam a se clarear.

Em mãos o DOSSIÊ SUPER INTERESSANTE “ESSENCIAL TECH”. E, finalmente, uma proposta editorial compatível com a expectativa dos neófitos, ou, humanos normais – 99,9% de todos nós: “E de tanto escrever e ler sobre o assunto, comecei a perceber que muitas vezes nós aqui não respondemos o essencial para o leitor: de que forma essa tecnologia melhora a nossa vida?” PEDRO BURGOS, editor. 68 páginas, R$14,00, letras grandes, ilustrações, informações exclusivamente relevantes; recomendo.

Parei nas páginas 6 e 7 e não consigo sair. Parece que foi ontem… Do nada 18 anos atrás hoje já somos 65,9 milhões de brasileiros no FEICE, 38 milhões no WHATSAPP, 41,2 milhões no TWITTER, 60 milhões assistindo vídeos no YOUTUBE, 15 milhões compartilhando fotos no INSTAGRAM. E onde arrumamos tanto tempo para tudo isso? Não sei, mas, arrumamos, ou melhor, descartamos, sem perceber, e no correr de quase duas décadas, centenas de outras coisas, produtos, serviços e que ficaram pelo caminho.

Para que tudo isso acontecesse compramos 70 milhões de celulares em 2013 (10 milhões a mais que nos EUA), passamos 775 minutos (leia-se 12 horas e 16 minutos) por mês em redes sociais, contra uma média mundo de 346 minutos, neste ano estamos comprando 64 smartphones por minuto, e, aos poucos, naturalmente, e sem perceber, hoje gastamos – ou investimos – 3h39 em média/dia na internet.

São 18 milhões de tablets em uso no Brasil, neste ano da Copa e até dezembro serão vendidas 16 milhões de TVs, 22 milhões de casas em nosso país já tem acesso a banda larga, e, em 2016 totalizaremos um computador por habitante.

Ou seja, cansamos de esperar pela INCLUSÃO DIGITAL do governo e por nossa conta, risco e dinheiro, e para não ficar para trás, estamos nos incluindo digitalmente.

Este é o BRASIL 2014, que acaba de perder a COPA DO MUNDO 64 anos depois de tê-la realizado, e também perdido, pela primeira vez. Do “MARACANAZO” ao “MINEIRAZO”. Este é o BRASIL que em outubro renascerá das cinzas de uma gestão medíocre e caminhará, novamente, em direção à luz.

E cantará, “foi assim, a lâmpada acendeu, a vista clareou, e o céu voltou a brilhar…” Não há mais como ser o mesmo pós inclusão digital, ainda que realizada de forma espontânea, bagunçada e aos soluços. Estamos chegando lá.

MALUQUICE? PARE DE DAR MESADA E PASSE A PAGAR SEUS FILHOS!

9 de julho de 2014

Mais ou menos como se a recomendação fosse a seguinte. Trate seu filho como um prestador de serviços; ao invés de mesada, pague pelo que ele faz. Maluquice? Loucura? Desde pequenininho…

Quem diz e recomenda isso é um pai – DAVE RAMSEY -, e sua filha, RACHEL CRUZE, autores do best-seller SMART MONEY SMART KIDS, encabeçando a lista dos mais vendidos do NEW YORK TIMES, e que foram entrevistados por ELISA CAMPOS de ÉPOCA NEGÓCIOS.

Muitos reagem aos conselhos com afirmações do tipo “enlouqueceram”, ou “simplesmente patéticos”. Mas, parcela considerável dos leitores do livro estão se redendo aos conselhos, considerando que o “dar mesadas” nem sempre traz bons resultados.

Segundo DAVE e RACHEL, “em vez de dar mesada, propomos que os pais paguem aos filhos pela realização de algumas tarefas domésticas. Isso significa: você trabalha, você recebe. Não trabalha, não recebe. A mesada é basicamente entregar dinheiro aos filhos sem que eles façam nada para merecê-lo. Os pais devem ensiná-los que o dinheiro vem do trabalho. Não da carteira da mamãe e do papai. É preciso estabelecer uma conexão forte entre dinheiro e trabalho bem cedo na vida”.

Recomendam que o que se pede e o que se paga aos filhos leve em consideração suas possibilidades, limitações e idade. “Obviamente, você não vai pedir para seu filho de 4 anos ir cortar a grama. Podem ser coisas como alimentar o cachorro, tirar o lixo ou arrumar o quarto. Para as crianças menores, entre 4 e 5 anos, sugerimos colocar o dinheiro num pote transparente. Dessa forma, elas verão o dinheiro ir acumulando. Para os menorzinhos, o pagamento deve ser feito logo após a tarefa ter sido realizada. Entre os 6 e 14 anos, os pais podem acrescentar mais responsabilidade e fazer o pagamento uma vez por semana. Nessa idade, o pote deve ser aposentado e o dinheiro que eles ganharem deve ser dividido em três envelopes. Num deles, estará escrito `dar´; no outro, `poupar´; e no terceiro, `gastar´…”

A partir dos 14 anos a dupla recomenda que os pais abram uma conta para os filhos em um banco. E que no início do mês depositem todo o dinheiro que irão precisar no período. Se gastarem demais, terão que se virar fazendo algum trabalho para amigos ou vizinhos (baby-sitter), para cobrir as despesas; se sobrar, mais que merecem.

Recomendam ainda que os pais abandonem longas e alentadas conversas sobre disciplina financeira. Que pratiquem um comportamento adequado a todos os momentos e em todas as compras que realizam para a casa. Que discutam e expliquem o que compraram, por que compraram, e como se avalia o verdadeiro valor do que se comprou. Segundo eles, “as crianças tendem a replicar o comportamento dos pais. Aprende-se mais com os exemplos do que com as lições. Se quando a mãe fica estressada vai ao shopping essa é a mensagem que os filhos estão recebendo…”.

Diante de todos esses conselhos e recomendações do pai DAVE e da filha RACHEL, você também acredita que deveria estabelecer uma relação de prestação de serviços com seus filhos e, ao invés de mesada, remunerá-los com justiça e produzindo educação? Ou isso dá trabalho, exige explicações, e o melhor mesmo é deixá-los entretidos com os smartphones e tablets?

FECHAM-SE AS CORTINAS, APAGAM-SE OS REFLETORES; É FOGO, CONTRIBUINTES BRASILEIROS

9 de julho de 2014

Na segunda-feira tudo volta ao normal. E, ao contrário do que irradiava o saudoso FIORI GIGLIOTI, não se abrem mais as cortinas e não se acendem mais os refletores; e os torcedores retornam a condição de contribuintes e terão que arcar com todos os prejuízos. Claro, além de não ganharmos a Copa, que, cá entre nós e de longe, é o menor de todos.

Depois de idas e vindas, negociações  de todos os tipos e modalidades entre JOSEPH BLATTER e LULA, no dia 30 de outubro de 2007 a FIFA ratificou o BRASIL como país-sede da COPA DO MUNDO 2014. Mais que isso, no aceite da escolha, LULA, apoiado por 12 governadores estaduais, entregou a chave do BRASIL para a FIFA, e, disse, “façam o que quiserem; vocês mandam em nós”. Todos eles, de calça arriada e voltados para a parede. E deu no que deu.

Lá estavam naquele momento de luzes e festas, e supostas glórias, anotem para não se esquecerem, e acompanhando a comitiva da CBF formada por RICARDO TEIXEIRA, RODRIGO PAIVA (assessor de imprensa), PAULO COELHO, ROMÁRIO e DUNGA, os seguintes governadores: “EDUARDO BRAGA (AM), ALCIDES RODRIGUES (GO), ANA JULIA CAREPA (PA), JOSÉ SERRA (SP), SÉRGIO CABRAL (RJ), AÉCIO NEVES (MG), BINHO MARQUES (AC), JOSÉ ROBERTO ARRUDA (DF), JACQUES WAGNER (BA), CID GOMES (CE), BLAIRO MAGGI (MT) e EDUARDO CAMPOS (PE). E ainda o ministro do esporte, ORLANDO SILVA, e MARTA SUPLICY, na época ministra do turismo.

Mais, ainda, já que a farra seria descomunal, 17 cidades se candidataram a sediar os jogos. A FIFA pedia 8, o Brasil acabou negociando e fechou em 12. A bem da verdade, e para sempre, MARINA SILVA, na época senadora (PT-AC), e defendendo seu estado, batalhou para que RIO BRANCO fosse uma das 12 cidades brasileiras escolhidas. Ou seja, todos, todos sem exceção, são cúmplices e responsáveis por essa gastança, irresponsabilidade, crime.

Segunda-feira, 14 de julho de 2014, tudo volta ao normal. Das 12 arenas construídas ou retrofitadas 3 serão administras e da responsabilidade de clubes – BEIRA-RIO, CORINTHIANS, BAIXADA -, 6 de consórcios privados – MARACANÃ, MINEIRÃO, FONTE NOVA, CASTELÃO, DUNAS e PERNAMBUCO -, e e de Governos Estaduais – AMAZÔNIA, NACIONAL (Brasília) e PANTANAL.

CURTO E GROSSO: NENHUMA, eu afirmo, reafirmo e provo, NENHUMA PARA EM PÉ, independente de quem administre. Os Consórcios muito rapidamente tirarão o time de campo, os Governos segurarão as pontas por meses ou anos e depois desistirão relegando as arenas ao abandono, e os clubes recorrerão à paixão e bolso dos torcedores.

Os 3 casos mais dramáticos e que pipocarão ainda neste ano são os de MANAUS, BRASÍLIA e CUIABÁ. Segundo levantamento realizado por ÉPOCA NEGÓCIOS, MARCELO CABRAL, a ARENA DA AMAZÔNIA, MANAUS, tem uma capacidade de 40.549 pessoas. Tomando como base o público de 2013, a média de público nos jogos do estadual foi de 807 pessoas (98% de ociosidade); ESTÁDIO NACIONAL, BRASÍLIA, 59.349 lugares para uma frequência média de 1.176 pessoas em 2013 (ociosidade de 98,3%); e ARENA PANTANAL CUIABÁ, capacidade de 41.112 pessoas e média de 605 pessoas em 2013 (ociosidade de 98,5).

Ou seja, e, de novo, jogamos o dinheiro que não tínhamos, por irresponsabilidade, despreparo e incompetência no lixo. Agora só nos resta – contribuintes – pagar a conta. Não aproveitamos antes, não aproveitamos durante – apenas nos divertimos -, e não aproveitaremos depois. E veremos o mato crescer e tomar conta daquelas ARENAS maravilhosas e lotadas dos dias inesquecíveis de JUNHO e JULHO de 2014. Onde, em alguns momentos, chegamos a acreditar  que valera a pena e que éramos felizes.

Fecham-se as cortinas, apagam-se os refletores. Agora só nos resta pagar a conta. Até quando? Madia.

A FUMAÇA DE NOSSOS QUERIDOS VIZINHOS…

9 de julho de 2014

Acaba de sair o ranking do MERCADO ILEGAL DE CIGARROS no Brasil. 30% de todo o cigarro vendido em nosso país – para os que insistem em se matar por tragadas – atravessam a fronteira, não pagam impostos, remuneram melhor os pontos de vendas, e matam com a mesma ou maior eficácia que os legais.

Na última reunião com a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (APIMEC) LEONARDO SENRA, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da SOUZA CRUZ, disse que esses 30% correspondem a 30 bilhões de cigarros e uma perda de arrecadação de impostos anual de cerca de R$3,5 bilhões. Sem mencionar o que a desgraça do consumo de cigarro causa para todos os contribuintes não fumantes em termos de custos de tratamento, internações, e despesas de funeral.

Em seu depoimento LEONARDO contou das enormes dificuldades que a principal marca da companhia, DERBY, enfrenta pela “competitividade” dos ilegais. A um custo de R$5,00 o maço, DERBY enfrenta produtos – a maioria – fabricados no PARAGUAI e vendidos por R$3,00. Assim, viu sua participação cair de 30,3% de 2010 para 26,2% em 2013.

Isso posto vamos conferir agora o ranking dos cigarros ilegais vendidos no Brasil sob os olhos grossos, mais conivência, mais pequenos ou grandes mimos, de nossas autoridades, e, claro, sob o patrocínio dos contribuintes brasileiros que arcam com as consequências. Líder absoluto, EIGHT, produzido pela TABACALERA DEL ESTE – 36,5% do mercado. Tudo já seria péssimo se não fosse um pequeno detalhe. O dono da TABACALERA DEL ESTE é HORÁCIO CARTES! Lembrou? Não lembrou? Soa conhecido? Isso mesmo, é o nosso querido vizinho e presidente do Paraguai HORÁCIO CARTES. O segundo lugar é de CLASSIC com 9,6% do mercado, e o terceiro SAN MARINO, com 7,5% do mercado, e também do querido vizinho e presidente HORÁCIO CARTES.

E assim vamos vivendo. Aumentam a desgraça e o flagelo do vício do cigarro, não pagam impostos, mandam milhões de brasileiros para as clínicas de saúde e hospitais – nossos parentes e amigos, ou, nós mesmo no caso de você ser fumante -, e mandam a conta para quem? Isso mesmo, para nós, que não fumamos, que pagamos o Governo para fiscalizar e evitar o contrabando que como quase todas as demais obrigações não cumpre, e devolve o toco do cigarro para nós cuidarmos das consequências e ainda suportar aumento de impostos.

Até quando?